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Presidentes de bancos recuam compromissos climáticos; acionistas podem revoltar

Presidente de bancos que recuarem compromissos climáticos pode enfrentar revoltas de acionistas, com a ShareAction preparando relatórios para fundos e votos contra a reeleição

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
View of tall office blocks in Canary Wharf, London, including the HSBC and Barclays buildings. The photograph is taken from the platform of Poplar station. A red-haired woman stands with her back to the camera , leaning as if she is looking at her phone. She has large headphones on and carries a rucksack over one shoulder
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  • ShareAction vai divulgar relatórios detalhados para fundos de pensão e gestores de ativos avaliando se 34 dos maiores bancos do mundo mantêm suas metas climáticas.
  • Os relatórios vão analisar mudanças nas políticas ambientais dos bancos, normalmente publicadas junto aos relatórios anuais.
  • Bancos britânicos como NatWest, Lloyds e HSBC devem divulgar seus relatórios anuais até o fim de fevereiro; o Barclays apresenta o relatório na terça-feira.
  • A campanha pede aos acionistas institucionais que votem contra a reeleição de presidentes que administram retrocessos climáticos, ato entendido como simbólico.
  • A iniciativa acontece em meio a pressão sobre compromissos ambientais após a saída de membros do NZBA e atrasos em metas climáticas de bancos, incluindo ações recentes da HSBC.

ShareAction vai publicar relatórios detalhados para fundos de pensão e gestores de ativos, avaliando se 34 dos maiores credores globais mantêm suas metas climáticas. A ação analisará mudanças nas políticas ambientais, normalmente divulgadas junto aos relatórios anuais.

Os bancos britânicos serão os primeiros a ser examinados. NatWest, Lloyds e HSBC devem divulgar seus balanços até o fim de fevereiro; o Barclays tem divulgação prevista para esta terça-feira. A organização quer que acionistas institucionais votem contra reeleições de presidentes que gerem retrocessos climáticos.

A campanha considera que, apesar da provável manutenção de grandes apoiadores, há risco de revoltas entre acionistas diante de mudanças no norte de políticas ambientais. O objetivo é sinalizar que retrocessos têm custo político junto a investidores.

Contexto recente no setor financeiro

A iniciativa ocorre em meio a pressões renovadas sobre compromissos com economia de carbono, após a saída de entidades da NZBA, grupo que definiu metas de net zero para 2050. Bancos e firmas financeiras enfrentam questionamentos sobre alinhamento com acordos climáticos.

Entre os exemplos citados, o HSBC informou atraso de metas climáticas em cerca de 20 anos, além de ajustes em bônus de executivos. A organização ressalta que mudanças assim podem afetar a percepção de estabilidade financeira de longo prazo.

Objetivo da mobilização

Shields enfatiza que a participação de acionistas pode reforçar a responsabilidade dos diretores. O movimento não pretende remover presidentes, mas enviar sinal claro de que atrasos em políticas climáticas terão repercussões.

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