- O novo presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, disse que a estatal pode dar um passo atrás para sanar o caixa, sem raciocínio de privatização ou federalização.
- Em entrevista ao Estado de S. Paulo, ele afirmou que, se for preciso reduzir o tamanho do prédio, a base ficará mais sólida.
- O BRB entregou, ao Banco Central, um plano de recuperação com venda de carteiras próprias e recuo de atuação, que recentemente ficou nacional.
- Também está prevista a uso do empréstimo do Fundo Garantidor de Créditos para ressarcir investidores do Master após a liquidação.
- O prejuízo potencial com o envolvimento com o Master pode chegar a até setenta, ou aproximadamente 5 bilhões de reais, segundo o BC.
O novo presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, sinalizou que a instituição deve reduzir atividades para sanar o caixa comprometido pelo envolvimento com o Banco Master, sem abrir mão de manter a empresa sob controle público.
Souza afirmou, em entrevista ao Estado de S. Paulo, que a ideia é tornar a estrutura mais sólida, mesmo que isso signifique diminuir o tamanho do prédio, ou seja, reduzir operações. A gestão não pretende privatizar nem federalizar o BRB.
Nesta semana, o BRB entregou ao Banco Central (BC) um plano de recuperação, com foco na venda de carteiras próprias e na retração de atuação, que se expandiu para âmbito nacional nos últimos anos. O plano também prevê a possibilidade de empréstimo via Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Durante a gestão anterior, sob Paulo Henrique Costa, o BRB investiu cerca de R$ 12,2 bilhões em carteiras do Master. Essas carteiras teriam sido criadas sem lastro de mercado, segundo a autoridade reguladora. Não houve confirmação oficial sobre valor recuperável.
O ministro-chefe da intervenção, Ibaneis Rocha, indicou a necessidade de restabelecer a saúde financeira da estatal, enfatizando uma solução gradual para estabilizar contas e imagem pública do BRB. A previsão de prejuízo relacionado ao episódio pode chegar a R$ 5 bilhões, conforme o BC.
Plano de recuperação e impactos
O BRB planeja reduzir atividades consideradas excessivas e concentrar operações mais estáveis, mantendo o papel de instituição pública. O BC continua avaliando os impactos regulatórios e a viabilidade de novas medidas de apoio financeiro.
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