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Vorcaro usou advogado e procurador de São Luís para comprar ações do BRB

PF investiga rede envolvendo Vorcaro, advogado e procurador do Maranhão na compra de ações do BRB, operação complexa e de difícil rastreamento

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master — Foto: Banco Master
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  • Vorcaro, por meio do seu advogado e de fundos ligados, movimentou ações do BRB para chegar a 12% do banco, usando uma rede complexa de transferências entre empresas.
  • Fundos como Delta, Borneo, Asterope e Albali compraram e revenderam ações do BRB a terceiros ligados a Vorcaro, Cartos e ao Banco Master, dificultando o rastreamento das operações.
  • Em uma operação, o fundo Delta comprou ações do BRB e as repassou ao advogado Daniel Monteiro; ele recorreu a empréstimos da empresa Cartos para financiar as transações.
  • A PF questiona se houve desembolso real ou apenas circulação de recursos entre fundos, procuradores e operadoras de crédito associadas a Vorcaro, Quadrado e Mansur, no chamado fluxo de operações circulares.
  • A CVM criou, em 6 de fevereiro, um grupo de trabalho para analisar informações do grupo Master, da Reag e entidades ligadas; o BRB informou ter encontrado achados relevantes na auditoria correspondente.

Vorcaro usou o próprio advogado e Procuradoria de São Luís para comprar ações do BRB, segundo auditoria. A PF abriu inquérito para apurar gestão fraudulenta na administração passada do BRB. Fundos e pessoas ligadas ao banqueiro teriam adquirido 12% das ações.

A auditoria detalha um caminho complexo do dinheiro até a compra de ações. Daniel Vorcaro, dono do Master, utilizou o advogado dele para dificultar o rastreamento de sua participação no BRB. Existem diversas operações entre fundos, pessoas e empresas envolvidas.

Paralelamente, fundos administrados pelo Banco Master operaram com venda de ações a Monteiro, advogado de Vorcaro. Em uma transação, o fundo Delta revendeu ao próprio Monteiro, com empréstimos da Cartos para viabilizar os recursos.

Outro movimento envolveu o fundo Borneo, que vendeu parte das ações a Monteiro e a Celeno, este último repassando parte a João Mansur, ex-executivo da gestora Reag. A rede de operações é alvo de apuração da PF.

Em outra frente, Vorcaro utilizou o advogado e procurador do estado do Maranhão, Daniel de Faria Jeronimo Leite, para adquirir ações. O fundo Asterope, do Master, vendeu ações ao procurador com crédito obtido pela Qista, ligada à Reag.

Investigações e desdobramentos

O Asterope também vendeu parte das ações a Albali, fundo do ex-sócio do Master, Mauricio Quadrado. O BRB identificou ainda compras feitas pela Titan, ligada a fundos que atuaram na operação. A PF analisa se houve desembolso real ou circulação de recursos pré-existentes.

Nesta sexta, a CVM criou grupo de trabalho para avaliar informações sobre o Master, a Reag e entidades ligadas ao caso. As operações foram comunicadas ao BC em abril do ano passado, um mês após o anúncio da possível compra do Master pelo BRB.

A PF aponta coincidência entre o calendário da tentativa de aquisição do Master pelo BRB e o surgimento das operações complexas. A suspeita é de um esquema de fluxo circular de recursos para manter o poder de Vorcaro na instituição alvo da compra.

O BRB informou que a auditoria traz achados relevantes da primeira etapa do relatório. O banco afirmou que vem adotando medidas institucionais para resguardar créditos, ativos e ressarcir prejuízos de agentes ligados à operação Compliance Zero.

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