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BRB apresenta ao BC plano para recompor capital após perdas com Master

BRB apresenta plano de capital ao BC para recompor balanço após rombo com Master, com apoio do GDF e possíveis vendas de ativos

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
O Banco de Brasília (BRB), instituição financeira pública ligada ao governo do Distrito Federal. Foto: BRB/Divulgação
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  • O BRB entregou ao Banco Central o Plano de Capital com medidas para recompor o balanço e reforçar a liquidez em até 180 dias, apresentado pelo presidente Nelson Antônio de Souza ao diretor de Fiscalização, Gilneu Vivan, com a participação do secretário de Economia do DF, Daniel Izaias.
  • O plano prevê ações preventivas e depende da conclusão das investigações para eventual aporte do Governo do Distrito Federal (GDF; valores não foram divulgados pelo BRB).
  • O Banco Master é apontado como gerador de um rombo de cerca de cinco bilhões de reais no balanço do BRB, conforme depoimento do diretor de Fiscalização do BC.
  • As cinco opções para levantar capital são: empréstimos de outras instituições, venda de ativos, criação de um fundo imobiliário com terrenos e imóveis do GDF, aportes diretos do Tesouro do DF e empréstimo do GDF com o FGC, sujeitos à aprovação da Câmara Legislativa.
  • Em contexto relacionado, houve dissecarções de venda de ativos de alta qualidade, como crédito consignado, e negociações para vender carteiras de crédito a estados e municípios, além de apurações sobre a compra de carteiras do Master e supostos superfaturamentos.

O BRB apresentou ao Banco Central (BC) um Plano de Capital com medidas para recompor o balanço e reforçar a liquidez em até 180 dias. O envio ocorreu nesta sexta-feira, 6, e foi entregue pelo presidente do banco, Nelson Antônio de Souza, ao diretor de Fiscalização do BC, Gilneu Vivan. O secretário de Economia do DF, Daniel Izaias, também participou do encontro.

Segundo o BRB, o plano reúne ações preventivas que poderão ser adotadas caso seja comprovada a necessidade de aporte do governo do Distrito Federal (GDF). A decisão depende da conclusão das investigações em andamento. O banco afirma manter o foco na sustentabilidade, na estabilidade das operações e na transparência com clientes, investidores e parceiros, sem divulgar valores.

No entanto, relatos de depoimento à Polícia Federal, no fim do ano passado, indicam que o BC apontou um rombo de 5 bilhões de reais no balanço do BRB relacionado às operações com o Banco Master. O BRB afirmou, em nota, que o objetivo é fortalecer o capital institucional e proteger a continuidade das atividades.

O BRB não detalhou as ações apresentadas ao BC, limitando-se a enfatizar a proteção aos clientes e o funcionamento estável da instituição. A nota reforçou o compromisso com transparência e com a adoção de medidas para preservar integridade e continuidade.

Entre as opções para levantar capital, o BRB cita cinco caminhos possíveis:

  • Empréstimos de outras instituições financeiras, inclusive bancos privados e o FGC;
  • Venda de ativos, com destaque para carteiras imobiliárias e créditos a estados e municípios;
  • Criação de um fundo imobiliário com terrenos e imóveis do GDF a ser transferido ao banco;
  • Aportes diretos do Tesouro do Distrito Federal;
  • Empréstimo do GDF com o FGC, com posterior repasse ao BRB.

As medidas envolvendo recursos do governo distrital dependem da aprovação da Câmara Legislativa do DF. O objetivo é injetar liquidez, reduzir o tamanho do BRB e diminuir a necessidade de novos aportes do controlador, diante de restrições fiscais.

Segundo o jornal Estado de S. Paulo, o BRB teria vendido cerca de 5 bilhões de reais em ativos de alta qualidade, como crédito consignado, para conter a fuga de capitais após a liquidação do Master e o avanço das investigações sobre operações irregulares. O veículo também aponta negociação para venda de quase 1 bilhão em carteiras de crédito a estados e municípios, com garantias do Tesouro Nacional, com possível ganho de cerca de 730 milhões de reais em valor presente.

O BRB negocia ainda a venda de fundos de investimento adquiridos do Banco Master. As apurações em curso investigam a compra de aproximadamente 12,2 bilhões de reais em carteiras de crédito do Master, com ativos superfaturados ou inexistentes. O banco afirma que cerca de 10 bilhões foram substituídos ou liquidados, e negou bloqueio de bens.

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