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Brasil sinaliza nova abertura às negociações Mercosul-China com Pequim

Brasil avalia acordo parcial Mercosul‑China para ampliar acesso ao mercado chinês, diversificar parceiros e contornar tarifas dos EUA, sujeito a consenso regional

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
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  • Brasil avalia, pela primeira vez, acordo parcial entre Mercosul e China, abrindo a possibilidade de negociações comerciais limitadas.
  • A mudança ocorre em meio a tarifas impostas pelos EUA e à busca de maiores vínculos comerciais com a China, refletindo um “novo cenário global”.
  • A ideia seria avançar, ao menos, em algumas linhas tarifárias, com foco também em barreiras não tarifárias como quotas, procedimentos aduaneiros e regulamentos sanitários.
  • Para o acordo avançar, seria necessária a concordância de todos os membros do Mercosul, o que traz desafios, especialmente com a posição de Argentina e Paraguai.
  • Paraguai já participa das discussões Mercosul-China e sinalizou que não se opõe a pactos, desde que preserve relações diplomáticas com Taiwan; Argentina pode apresentar resistência diante de aproximações de Milei com Washington.

Brasil sinaliza abertura a negociações Mercosul-China, em meio a acordo parcial

Parliamentos e autoridades do governo brasileiro disseram que o país avalia, pela primeira vez, avançar com um acordo comercial parcial entre o Mercosul e a China. A ideia marca uma mudança significativa na posição do Brasil, maior economia da região.

A mudança ocorre em um contexto de pressões de tarifas impostas pelos EUA sobre parceiros comerciais e de uma busca de Beijing por laços comerciais mais profundos. A avaliação é de duas fontes do governo, que solicitaram anonimato.

Durante visita do presidente uruguaio, o Mercosul indicou desejo de iniciar negociações de livre comércio com a China “o mais rápido possível”, segundo a reunião com autoridades chinesas. O bloco envolve Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

Essas discussões sobre negociação parcial teriam como foco, inicialmente, tarifas específicas, barreiras não tarifárias, procedimentos aduaneiros e regulações sanitárias. A ideia é abrir espaço para entradas significativas no mercado chinês sem um acordo completo.

Mudanças no alinhamento regional também envolvem Paraguai e Argentina, cujas posições influenciam a viabilidade do negócio. Paraguai mantém relações formais com Taiwan, o que complica eventuais acordos com a China. Argentina pode resistir a um acordo amplo no curto prazo.

Especialistas observam que a negociação parcial exigiria consenso entre os membros do Mercosul. O Brasil ressalta a necessidade de diversificar parceiros e manter o dinamismo nas relações com a China, sem abrir mão de proteção a setores internos.

Contexto regional

A China vem ampliando investimentos no Brasil, com impactos na indústria nacional. Analistas destacam que o novo cenário global, com tarifas e mudanças em cadeias de suprimentos, favorece abordagens mais flexíveis dentro do Mercosul.

Desafios e próximos passos

Para avançar, será necessário consenso entre todos os membros do bloco, inclusive com Argentina e Paraguai, e alinhamento com restrições diplomáticas de cada país. As autoridades brasileiras não indicam um cronograma definitivo, mas enfatizam a viabilidade de etapas parciais como primeira etapa.

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