- Um grupo de senadores enviou uma carta a Mark Zuckerberg questionando por que a Meta atrasou a implementação de proteções automáticas por padrão para menores de 18 anos.
- A carta cita documentos judiciais que indicam que a Meta pode ter minimizado danos de suas plataformas para aumentar o engajamento dos usuários.
- O recurso de contas privadas por padrão começou no Instagram em setembro de 2024 e foi estendido ao Facebook e ao Messenger no ano anterior.
- Os senadores questionam quais equipes participaram da decisão de adiar as proteções e se a empresa chegou a interromper pesquisas sobre bem-estar dos usuários.
- Também pedem informações sobre políticas de remoção de CSAM e conteúdo de tráfico sexual, após testemunho de ex-líder de segurança; prazo para resposta: 6 de março.
O grupo de senadores enviou uma carta ao CEO da Meta, Mark Zuckerberg, questionando por que a empresa atrasou a implementação de proteções padrão para menores de idade. A missiva é assinada por Brian Schatz, Katie Britt, Amy Klobuchar, James Lankford e Christopher Coons.
Os parlamentares citam documentos do processo judicial tornados públicos no ano passado, que indicariam que a Meta minimizou os riscos de suas plataformas para aumentar o engajamento de usuários.
Em setembro de 2024, o Instagram passou a colocar contas de adolescentes em modo privado por padrão e a aplicar regras mais restritivas. A expansão dessas proteções para Facebook e Messenger ocorreu no ano seguinte.
Um documento judicial não redigido, apresentado em uma ação civil que envolve proteção infantil, afirma que a Meta considerou tornar todas as contas de adolescentes privadas em 2019, mas desistiu por entender que isso reduziria o engajamento.
Contexto e perguntas
Os senadores questionam também qual equipe esteve envolvida na decisão de atrasar a implementação das proteções e pedem esclarecimentos sobre outras acusações contidas no processo, incluindo possíveis pausas em pesquisas sobre bem-estar dos usuários caso os resultados sinalizassem impactos negativos.
O texto da carta indaga ainda as políticas da Meta para remover material de abuso infantil (CSAM) e conteúdo relacionado a tráfico sexual, após relatos de que a empresa poderia ter suspendido contas apenas após 17 violações por prostituição ou solicitação.
Os parlamentares estabeleceram o prazo de 6 de março para a resposta da Meta.
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