- Rio Tinto encerra negociações para adquirir a Glencore após impasse sobre valuation, desfazendo a megafusão pretendida que elevaria a posição na mineração.
- A empresa afirma não pretenders fazer oferta e, segundo regras do Reino Unido, não poderá buscar a Glencore por pelo menos seis meses, salvo circunstâncias específicas.
- A Glencore buscava uma relação de troca de ações que deixaria cerca de 40% da empresa combinada com seus acionistas; a Rio não conseguiu justificar o prêmio pedido.
- As duas companhias têm capitalizações de mercado de aproximadamente US$ 156 bilhões (Rio Tinto) e US$ 75 bilhões (Glencore); ações da Glencore chegaram a cair até 11%.
- A ideia de fusão circulava há anos, desde 2008/2014, e, se concretizada, dobraria a produção de cobre da Rio Tinto e adicionaria cerca de 1 milhão de toneladas de crescimento futuro.
A Rio Tinto interrompeu as negociações para adquirir a Glencore após não chegar a um acordo sobre avaliação, desfazendo a possível megafusão que criaria a maior empresa de mineração do mundo. A decisão foi anunciada após divergências sobre o prêmio e a estrutura da oferta.
As partes vinham conversando desde o começo de janeiro, com foco na relação de troca de ações que manteria a Glencore como acionista de cerca de 40% da empresa combinada. A Rio não conseguiu justificar esse prêmio aos seus acionistas, segundo fontes familiarizadas com o assunto.
A Glencore afirmou que continua concentrada em suas prioridades e avaliou que não era viável aceitar o acordo. As ações da Glencore recuaram até 11% após a notícia, enquanto a Rio Tinto não comentou números específicos.
A avaliação de mercado coloca a Rio Tinto em cerca de US$ 156 bilhões e a Glencore em aproximadamente US$ 75 bilhões. O tema de premiação e diferenças de cultura gerencial foram citados como entraves para o fechamento.
Historicamente, a ideia de uma fusão entre as duas empresas existe há mais de uma década, com renovação de conversas em 2014 e retomada em 2024. As discussões eram vistas como uma forma de ampliar a produção de cobre frente a preços elevados.
Caso viesse a se concretizar, o negócio dobraria a produção de cobre da Rio Tinto e acrescentaria cerca de 1 milhão de toneladas de crescimento no longo prazo, fortalecendo a posição no mercado global de cobre.
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