- O HSBC avalia zerar ou reduzir drasticamente bônus de parte de seus funcionários e endurecer a política salarial, alinhando-se aos pares de Wall Street.
- A medida pode incluir a saída de trabalhadores de baixo desempenho em áreas como banco de investimento e gestão de patrimônio após o pagamento de bônus nas próximas semanas, mas ainda não há decisão final.
- A iniciativa acompanha a visão do CEO Georges Elhedery, que busca alinhar a remuneração aos padrões de rivais norte-americanos.
- A reforma, que visa tornar o banco mais simples, dinâmico e ágil, já prevê economia de US$ 3 bilhões; no primeiro semestre de 2025, a relação custo/receita subiu para 49,9%.
- O HSBC, com foco maior na Ásia e no Oriente Médio, avalia desinvestimentos, incluindo opções para a unidade de seguros em Singapura, além de ativos na Europa e na América do Norte.
O HSBC estuda zerar ou reduzir consideravelmente bônus a parte de seus funcionários, em um movimento para adotar uma postura mais dura e igualar práticas de remuneração dos rivais de Wall Street. A medida visa incentivar a saída de colaboradores de baixo desempenho em áreas como banco de investimento e gestão de patrimônio, após o pagamento de bônus nas próximas semanas, segundo fontes a par do assunto. Ainda não houve decisão final.
A iniciativa faz parte da estratégia do CEO Georges Elhedery, que busca alinhar o HSBC às práticas salariais dos pares norte-americanos. A reformulação ocorre no contexto da maior reestruturação já promovida pelo maior banco europeu desde a sua chegada ao comando, em 2024.
Desde a segunda metade de 2024, Elhedery fechou operações de subscrição de ações e negócios nos EUA, no Reino Unido e na Europa continental, ao mesmo tempo em que reduziu unidades de banco comercial e de investimento. A transformação levou à saída de executivos seniores e veteranos.
Remuneração sob escrutínio
O HSBC informou que diferentes áreas devem receber remuneração competitiva, com foco na diferenciação por desempenho. A mensagem foi comunicada por meio de um representante, por e-mail.
O total de bônus em 2024 permaneceu praticamente estável, em US$ 3,8 bilhões, frente ao ano anterior, conforme dados internos.Funcionários de áreas como o braço corporativo podem receber pagamentos menores na próxima rodada.
Elhedery justifica a reforma como parte de uma economia prevista de US$ 3 bilhões, orientada a tornar o HSBC mais simples, dinâmico e ágil. O objetivo é equilibrar custo e receita, especialmente diante de despesas operacionais mais altas.
Desempenho e cenário financeiro
A relação custo/receita elevou-se para 49,9% no primeiro semestre de 2025, ante 43,7% no mesmo período de 2024. Investidores premiaram os esforços com valorização das ações desde a promoção de Elhedery, embora o desempenho tenha ficado atrás de rivais como Barclays e Standard Chartered.
O HSBC continua sendo a maior instituição financeira europeia em valor de mercado, estimado em cerca de £ 225 bilhões. A instituição também tem forte presença no comércio entre a Ásia-Pacífico e outras regiões, com raízes históricas na Ásia.
Perspectivas estratégicas
A companhia mantém foco no Oriente, ampliando atenção ao Oriente Médio e à Ásia, enquanto avalia opções para sua unidade de seguros em Singapura. Em 2024, o HSBC vendeu o negócio de seguros de vida no Reino Unido e parte de operações de custódia e private banking na Alemanha, além de fechar a unidade de seguro de vida na França.
A divulgação de resultados do ano de 2025 está prevista para este mês, sem mudanças no plano de ajuste de custos. A direção reforça que as decisões em remuneração visam maior competitividade e retenção de talentos com desempenho comprovado.
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