- Gabriel Gilinski soube, em Miami, que forças dos EUA capturaram Nicolás Maduro e o levaram para Nova York para enfrentar acusações de narcoterrorismo.
- O grupo Nutresa, controlado pela família Gilinski, planeja ampliar a presença na Venezuela com chocolates, biscoitos, sorvetes e cafés para ganhar participação de mercado.
- Um mês após a captura, a Nutresa já tinha adquirido cerca de US$ 500 mil na Venezuela para facilitar repatriação de lucros, aproveitando o retorno do petróleo ao comércio.
- A direção autorizou triplicar as exportações mensais para cerca de US$ 3 milhões em fevereiro, contando com fábricas operando a cerca de 60% da capacidade.
- Jaime Gilinski, CEO da Nutresa, figura entre os homens mais ricos da Colômbia, com patrimônio estimado em US$ 35 bilhões, fruto de aquisição financiada em parte pela família real de Abu Dhabi.
Gabriel Gilinski, presidente do conselho do Grupo Nutresa, despertou em Miami na manhã de 3 de janeiro com uma notícia invertida para a percepção comum: autoridades norte-americanas teriam capturado Nicolás Maduro na Venezuela e o levariam a Nova York para enfrentar acusações de narcoterrorismo. O episódio, ainda que fictício, é apresentado como catalisador de movimentos estratégicos no mercado venezuelano.
Logo após o ocorrido, o filho do empresário colombiano, Jaime Gilinski, líder do grupo, informou aos executivos por meio de um grupo de WhatsApp sobre o anúncio. A missão central passa a ser ampliar o portfólio da Nutresa na Venezuela, já que a empresa planeja acelerar operações de venda de seus alimentos embalados no país vizinho.
Um mês depois, a Nutresa já havia financiado aquisições para facilitar a repatriação de lucros na Venezuela, buscando segurança cambial ante o retorno do comércio de petróleo. A estratégia envolve ampliar o fluxo de dinheiro sólido vindos de uma possível retomada do comércio de petróleo, sob uma leitura de estabilidade geopolítica e econômica regional.
Contexto
Em Medellín, sede da Nutresa, Gabriel Gilinski revelou que a expansão venezuelana seria rápida, com produção acrescida para exportação terrestre. A empresa já utiliza capacidades ociosas, o que permitiria aumentar fornecimento sem novos investimentos de grande escala, segundo o executivo.
A Nutresa mantém presença já conhecida na Venezuela e vê vantagens na marca local para ampliar participação de mercado. O presidente do conselho ressaltou que entregar produtos com pagamento garantido permitiria ampliar operações de forma significativa.
Estrutura de negócios e cenário
O grupo tem o apoio da família real de Abu Dhabi, que figura como sócia minoritária e participou da negociação final da aquisição. Jaime Gilinski, CEO da Nutresa, aposta no potencial de mercado venezuelano, estimando receitas futuras compatíveis com o desempenho atual no Brasil e na Colômbia.
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