- O Fórum Econômico Mundial anunciou que fará uma revisão independente das interações de seu CEO, Borge Brende, com Jeffrey Epstein.
- Brende, ex-ministro das Relações Exteriores da Noruega, preside o Fórum desde 2017.
- A investigação mira três jantares de negócios com Epstein e as subsequentes comunicações por e-mail e mensagens de texto.
- O Comitê de Auditoria e Riscos foi responsável por pedir a revisão, que foi aprovada pelo conselho de direção.
- Brende continuará exercendo suas funções, sem participar do processo de revisão; ele afirmou que desconhecia o histórico criminoso de Epstein.
O Fórum Econômico Mundial anunciou em 5 de fevereiro a abertura de uma revisão independente sobre as interações entre seu CEO e Jeffrey Epstein, acusado de crimes sexuais. O estudo será conduzido após o esclarecimento de novas informações envolvendo o tema.
O presidente do FEM é Borge Brende, ex-ministro das Relações Exteriores da Noruega, que ocupa o cargo desde 2017. O Fórum organizou a cúpula anual em Davos, na Suíra, reconhecendo as discussões sobre as ligações de Brende com Epstein.
A direção do FEM informou que o comitê de Auditoria e Riscos solicitou a investigação, que será independente e conduzida por terceiros. Brende permanece no exercício de suas funções, sem participação na condução do processo.
Brende foi citado em documentos relativos a Epstein, com mais de 60 referências, porém isso não configura, por si, irregularidade. Em 2018, Brende recebeu convite para jantar com o ex-vice-primeiro-ministro da Noruega e outras lideranças, além de alguém apresentado como investidor americano, Epstein.
O ex-ministro afirmou, em comunicado, que desconhecia o histórico criminoso de Epstein à época e reconheceu que poderia ter investigado mais. A nota ressalta que o episódio não implica automaticamente irregularidades por parte de Brende.
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