- A Serra Verde recebeu empréstimo de US$ 565 milhões da Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional dos EUA (DFC), 22% acima do valor aprovado anteriormente.
- O acordo inclui a opção de o governo dos EUA adquirir participação minoritária na empresa, sem participação na gestão.
- O recurso financia atualizações de operações em Pela Ema, Goiás; as negociações com a DFC ocorrem há cerca de 18 meses.
- O menu americano busca fortalecer a cadeia de fornecimento de terras raras, com participação em iniciativas como o Projeto Vault, que envolve capital privado e empréstimo do Eximbank.
- A Serra Verde iniciou produção comercial em 2024 e mira 6.500 toneladas métricas anuais de óxidos de terras raras até o próximo ano, com possibilidade de dobrar a capacidade nos próximos quatro anos.
A Serra Verde, única produtora brasileira de terras raras, fechou um empréstimo de US$ 565 milhões com a Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional dos EUA (DFC). O montante é 22% superior ao inicialmente aprovado pelo conselho da agência no ano passado. O objetivo é financiar atualizações na operação de Pela Ema, em Goiás.
A operação pode abrir caminho para participação acionária dos EUA na empresa fechada. A Serra Verde informou que a opção permitiria ao governo dos EUA deter participação minoritária sem impor papel na gestão. O acordo segue o foco americano em ampliar controles sobre cadeias críticas.
Financiamento e objetivos
As negociações com a DFC duram cerca de 18 meses, com apoio de investidores como Denham Capital, Energy and Minerals Group e Vision Blue Resources (Reino Unido). O governo dos EUA já tem estratégias de fortalecer cadeias de terras raras para reduzir dependência da China.
Contexto político e estratégico
O plano de financiamento integra esforços do governo Trump para criar estoque estratégico de minerais críticos. Além disso, projetos de outras empresas americanas foram financiados para reduzir vulnerabilidades na cadeia de suprimentos estrangeira.
Projeto Pela Ema e produção
Pela Ema abriga elementos de terras raras leves e pesadas, entre eles neodímio, praseodímio, térbio e disprósio, essenciais para ímãs usados em várias aplicações. A Serra Verde iniciou produção comercial em 2024.
Perspectivas de expansão
A empresa mira chegar a 6.500 toneladas métricas de óxidos totais de terras raras por ano até o fim de 2025 e avalia dobrar a capacidade nos próximos quatro anos. O acordo com a DFC pode acelerar esse planejamento, conforme dados da administração.
Futuro e negociações
Fica em aberto se o financiamento da DFC virá acompanhado de contratos de compra e venda com fornecedores. A Serra Verde participa de negociações para renegociar acordos com clientes chineses, com conclusão prevista até o fim do ano.
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