- A CEO da Ligga Telecom, Rosangela Miqueletti Martins de Oliveira, divulgou nota afirmando que a empresa atua conforme o planejamento estratégico, com operação regular, em linha com a legislação e com contratos, seguindo as melhores práticas de governança.
- O documento ocorre após o sócio minoritário Agnaldo Bastos Lopes, que detém 4,13% das ações por meio da SR22 Administradora de Bens e Participações Societárias, enviar notificação extrajudicial à Ligga e à controladora BP Participações S.A., citando “fatos graves” e “desastrosa condução” do negócio.
- Lopes afirma haver indícios de que recursos de uma emissão de debêntures incentivadas não teriam sido investidos em infraestrutura, ferindo a finalidade prevista e o benefício fiscal; ele aponta ainda R$ 400 milhões do caixa da Ligga alocados em aplicações do Banco Master, hoje irrecuperáveis pela liquidação da instituição pelo Banco Central.
- Uma linha de investigação da Polícia Federal aponta a possibilidade de Nelson Tanure ser um “sócio oculto” do Banco Master, o que ele nega; Tanure foi alvo da Operação Compliance Zero em 14 de janeiro, com celular apreendido.
- A Ligga diz estar em um de seus melhores momentos, com expansão das operações, aumento da base de clientes e evolução de soluções; a empresa nega pressões externas e mantém tratativas exploratórias não vinculantes para venda da operação à Brasil Tecpar, enquanto a SR22 afirma não ter recebido informações adequadas sobre as negociações.
A CEO da Ligga Telecom, Rosangela Miqueletti Martins de Oliveira, divulgou nesta quinta-feira (5) uma nota afirmando que a empresa opera conforme o planejamento estratégico, com regularidade, dentro da legislação e de contratos, seguindo as melhores práticas de governança. A mensagem foi publicada após críticas feitas por um sócio minoritário.
A íntegra da nota destaca que as informações da Ligga são públicas, auditadas por terceiros e monitoradas pelos reguladores competentes. Rosangela afirma que a empresa busca preservar o valor, manter operações e cumprir compromissos com clientes, parceiros, colaboradores e reguladores.
Controvérsia entre sócio e investidor
A operação ocorre após o sócio minoritário Agnaldo Bastos Lopes, que detém 4,13% da Ligga, encaminhar uma notificação extrajudicial à Ligga e à controladora BP Participações S.A. Lopes aponta indícios de mau uso de recursos captados via debêntures incentivadas e questiona a aplicação de recursos na infraestrutura.
Segundo Lopes, R$ 400 milhões do caixa teriam sido aplicados em ativos do Banco Master, hoje considerado irrecuperável pela sua liquidação pelo BC. A linha de investigação da PF envolve a possibilidade de Nelson Tanure atuar como sócio oculto do banco por meio de estruturas societárias, o que ele nega. Tanure foi alvo da operação Compliance Zero, com apreensão do celular em janeiro.
A Ligga informou que a situação financeira e operacional segue sob supervisão de órgãos reguladores e auditores independentes. A empresa também mantém tratativas exploratórias para a venda da operação à Brasil Tecpar, sem confirmação de vínculos entre as partes.
Situação da governança e desdobramentos
Rosangela destaca que a gestão atual, iniciada em novembro de 2024, mantém a população de clientes e reforça a atuação da companhia no Paraná, especialmente com soluções de fibra óptica. A leitura é de que a empresa segue em crescimento, com avanços de mercado e ampliação de soluções para setores público e privado.
A notícia aponta que a SR22 Administradora de Bens e Participações Societárias, acionista minoritária, afirma não ter recebido informações adequadas sobre as negociações de venda da operação. Detalhes adicionais sobre o andamento das tratativas não foram confirmados pela reportagem.
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