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CEO da Ligga defende governança e operação após acusações de sócio

CEO da Ligga sustenta governança e operação conforme planejamento, em meio a acusação de sócio sobre uso de recursos e investigação ligada ao Banco Master

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Publicação de CEO da Ligga ocorre após sócio minoritário da empresa apontar "fatos graves" e "desastrosa condução do negócio" que tem o empresário Nelson Tanure como controlador (Foto: Pedro Ribas/SMCS/Prefeitura de Curitiba)
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  • A CEO da Ligga Telecom, Rosangela Miqueletti Martins de Oliveira, divulgou nota afirmando que a empresa atua conforme o planejamento estratégico, com operação regular, em linha com a legislação e com contratos, seguindo as melhores práticas de governança.
  • O documento ocorre após o sócio minoritário Agnaldo Bastos Lopes, que detém 4,13% das ações por meio da SR22 Administradora de Bens e Participações Societárias, enviar notificação extrajudicial à Ligga e à controladora BP Participações S.A., citando “fatos graves” e “desastrosa condução” do negócio.
  • Lopes afirma haver indícios de que recursos de uma emissão de debêntures incentivadas não teriam sido investidos em infraestrutura, ferindo a finalidade prevista e o benefício fiscal; ele aponta ainda R$ 400 milhões do caixa da Ligga alocados em aplicações do Banco Master, hoje irrecuperáveis pela liquidação da instituição pelo Banco Central.
  • Uma linha de investigação da Polícia Federal aponta a possibilidade de Nelson Tanure ser um “sócio oculto” do Banco Master, o que ele nega; Tanure foi alvo da Operação Compliance Zero em 14 de janeiro, com celular apreendido.
  • A Ligga diz estar em um de seus melhores momentos, com expansão das operações, aumento da base de clientes e evolução de soluções; a empresa nega pressões externas e mantém tratativas exploratórias não vinculantes para venda da operação à Brasil Tecpar, enquanto a SR22 afirma não ter recebido informações adequadas sobre as negociações.

A CEO da Ligga Telecom, Rosangela Miqueletti Martins de Oliveira, divulgou nesta quinta-feira (5) uma nota afirmando que a empresa opera conforme o planejamento estratégico, com regularidade, dentro da legislação e de contratos, seguindo as melhores práticas de governança. A mensagem foi publicada após críticas feitas por um sócio minoritário.

A íntegra da nota destaca que as informações da Ligga são públicas, auditadas por terceiros e monitoradas pelos reguladores competentes. Rosangela afirma que a empresa busca preservar o valor, manter operações e cumprir compromissos com clientes, parceiros, colaboradores e reguladores.

Controvérsia entre sócio e investidor

A operação ocorre após o sócio minoritário Agnaldo Bastos Lopes, que detém 4,13% da Ligga, encaminhar uma notificação extrajudicial à Ligga e à controladora BP Participações S.A. Lopes aponta indícios de mau uso de recursos captados via debêntures incentivadas e questiona a aplicação de recursos na infraestrutura.

Segundo Lopes, R$ 400 milhões do caixa teriam sido aplicados em ativos do Banco Master, hoje considerado irrecuperável pela sua liquidação pelo BC. A linha de investigação da PF envolve a possibilidade de Nelson Tanure atuar como sócio oculto do banco por meio de estruturas societárias, o que ele nega. Tanure foi alvo da operação Compliance Zero, com apreensão do celular em janeiro.

A Ligga informou que a situação financeira e operacional segue sob supervisão de órgãos reguladores e auditores independentes. A empresa também mantém tratativas exploratórias para a venda da operação à Brasil Tecpar, sem confirmação de vínculos entre as partes.

Situação da governança e desdobramentos

Rosangela destaca que a gestão atual, iniciada em novembro de 2024, mantém a população de clientes e reforça a atuação da companhia no Paraná, especialmente com soluções de fibra óptica. A leitura é de que a empresa segue em crescimento, com avanços de mercado e ampliação de soluções para setores público e privado.

A notícia aponta que a SR22 Administradora de Bens e Participações Societárias, acionista minoritária, afirma não ter recebido informações adequadas sobre as negociações de venda da operação. Detalhes adicionais sobre o andamento das tratativas não foram confirmados pela reportagem.

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