- O Bitcoin entrou em fase de capitulação, uma transição de distribuição para reset que, segundo analistas, pode levar meses.
- Às 14h00 UTC de hoje, o BTC operava por volta de US$ 69.313, com queda de 7,9% em um dia; é preciso defender a faixa de US$ 70.000,00, sob risco de recuar a US$ 55,7 mil a 58,2 mil.
- Baleias vendem em volume considerável e as saídas institucionais aumentam; ETFs de criptomoedas registram fluxos negativos.
- O clima macroeconômico, o ambiente de risco e a liquidez reduzida ajudam a reduzir o apetite por ativos de maior risco.
- Especialistas ressaltam que, neste momento, disciplina, gestão de risco e posicionamento são mais importantes do que previsões de preço; recuperação pode ocorrer se a liquidez melhorar e o suporte-chave se manter.
Bitcoin entrou em um estágio de capitulação, segundo analistas, com o mercado de criptomoedas passando por uma fase de reset mais longa do que uma simples correção. O cenário é marcado por incerteza macro, saídas de investidores institucionais e liquidez limitada. Mesmo assim, o bitcoin permanece como barômetro do apetite por risco no sistema financeiro.
Às 14h UTC de quinta-feira, o BTC operava em torno de 69,3 mil dólares, após queda de quase 8% em um dia. Analistas destacam que a atual dinâmica pode indicar uma transição de distribuição para um novo ciclo de acumulação, com provável duração de meses.
Nic Puckrin, analista e cofundador do Coin Bureau, afirmou que a aproximação ao patamar psicológico de 70 mil dólares sinaliza capitulação no mercado. Dados de ciclos anteriores sugerem que não é apenas uma correção de curto prazo, e que o risco pode levar o preço a regiões entre 55,7 mil e 58,2 mil dólares caso o suporte não resista.
A tensão no mercado também é vista na atuação de grandes detentores. Grandes holders (whales) estariam vendendo em maior escala, ao mesmo tempo em que saídas institucionais elevadas ocorrem. Embora ETFs de criptomoedas atravessem fluxos negativos, a maioria dos detentores continua com perdas não realizadas, segundo operadores citados pelo Coin Bureau.
Nic Roberts-Huntley, CEO da Blueprint Finance, explicou que a queda recente não indica perda de demanda, mas acentuou o tom de aversão ao risco no conjunto dos mercados. A liquidez seca e as liquidações forçadas teriam intensificado o movimento de queda, associado a incerteza macro e ao apetite por ativos refugio.
Para o curto prazo, Roberts-Huntley destacou a necessidade de o BTC defender níveis-chave entre 70 mil e 75 mil dólares, com atenção especial ao intervalo entre 78 mil e 80 mil dólares. O analista aponta que esses patamares podem sinalizar a recuperação, caso o cenário macro amadureça e a liquidez se normalize.
Tony Severino, da YouHodler, descreveu a situação como uma das janelas de menor volatilidade da história do Bitcoin, em meio à contração de preço entre ativos e à volatilidade cambial em ascensão. Segundo ele, esse ambiente costuma favorecer operadores disciplinados e estratégias de gestão de risco.
Severino ressaltou que as forças macro estão em mudança e que estruturas técnicas sugerem proximidade de uma resolução. Entretanto, o momento exato de virada ainda permanece incerto, exigindo paciência, reposicionamento de carteiras e controle de risco como principais diferenciais.
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