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Senado cria comissão para acompanhar desvios do Master e possível CPI

CAE cria grupo de trabalho para acompanhar apurações sobre supostas irregularidades financeiras envolvendo o Banco Master, mantendo pressão por CPI

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Sede do Banco Master em São Paulo. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
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  • A Comissão de Assuntos Econômicos aprovou a criação de um grupo de trabalho para acompanhar investigações sobre irregularidades no Banco Master, em meio à pressão pela instalação de uma CPI.
  • O grupo, proposto pelo presidente da CAE, senador Renan Calheiros, não substitui a CPI e terá foco em suporte técnico e no acompanhamento das apurações.
  • Calheiros já iniciou articulações com órgãos de controle, incluindo reunião com o presidente do Tribunal de Contas da União e previsão de encontro com o presidente do Banco Central.
  • O plano de trabalho prevê convocações de autoridades, pedidos formais de informação e eventuais sugestões de mudanças na legislação, se houver falhas na fiscalização.
  • A pressão pela CPI avança no Congresso: na Câmara, houve protocolo de pedido de abertura; ao mesmo tempo tramita uma CPMI com 278 assinaturas, dependente de leitura formal pelo presidente do Congresso.

A CAE do Senado aprovou, nesta quarta-feira, 4, a criação de um grupo de trabalho para acompanhar as investigações sobre supostas irregularidades financeiras envolvendo o Banco Master. A medida ocorre paralelamente à pressão para a instalação de uma CPI que apure o caso, segundo a Casa.

O grupo foi proposto pelo presidente da CAE, senador Renan Calheiros, do MDB-AL. Ele afirmou que a iniciativa não substitui uma CPI, funcionando como apoio técnico e institucional às apurações já em curso, ampliando o acompanhamento do Legislativo sobre os desdobramentos.

Renan Calheiros informou que já começou articulações com órgãos de controle para aprofundar o monitoramento. Ele teve reunião na terça com o presidente do TCU, Vital do Rêgo, e, nesta quarta, pretende se encontrar com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

O senador também sinalizou planos de ampliar o diálogo institucional, incluindo agendas com o STF, Edson Fachin, e com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A intenção é alinhar informações entre os principais órgãos responsáveis pela apuração de possíveis crimes financeiros.

O plano do grupo prevê a convocação de autoridades para esclarecer fatos, além de aprovarem pedidos formais de informação e sugerirem mudanças na legislação caso falhas sejam identificadas no sistema de fiscalização ao fim dos trabalhos.

Pressão por CPI avança no Congresso

No âmbito da Câmara e do Senado, cresce a cobrança pela instalação de uma CPI para investigar o Banco Master. Parlamentares defendem uma linha de apuração mais ampla com poderes de quebra de sigilo.

Na Câmara, o deputado Rodrigo Rollemberg protocolou, na segunda-feira, pedido de abertura de CPI para apurar as fraudes atribuídas ao banco. O presidente da Casa, Hugo Motta, afirmou que o requerimento seguirá a fila regimental de criação de CPIs, com várias propostas à frente.

Paralelamente, deputados e senadores protocolaram o pedido de uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito). O deputado Carlos Jordy informa que a peça já soma 278 assinaturas, sendo 42 senadores e 236 deputados, suficiente para avançar, desde que lida formalmente pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre.

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