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Por que a ONU alerta sobre colapso financeiro iminente

ONU alerta para risco de colapso financeiro iminente devido a dívidas em atraso e regra de devolução de verbas não gastas; EUA é principal devedor

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
United Nations Secretary-General Antonio Guterres is seen on a screen as he speaks during a press conference outlining his priorities for 2026 at U.N. headquarters in New York City, U.S., January 29, 2026.
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  • Guterres alerta que as finanças da ONU estão sob risco de “colapso financeiro iminente” por dívidas pendentes e por uma regra de orçamento que exige devolver recursos não utilizados.
  • Em carta a estados-membros, o secretário-geral disse haver US$ 1,57 bilhão em atraso no orçamento regular; os EUA respondem por mais de 95% desse montante.
  • A ONU aprovou, em dezembro, um orçamento regular de US$ 3,45 bilhões para 2026; o atraso americano inclui dívidas de anos anteriores e de 2026.
  • A entidade teme ficar sem caixa até julho, devido ao fluxo de caixa e à regra de crédito de verbas não utilizadas; há propostas para reformar esse mecanismo.
  • O governo de Donald Trump, segundo relatos, afirmou que poderia “resolver o problema facilmente” e cobrar que outros paguem, sem confirmar se os EUA efetivamente quitarão as pendências.

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, lançou um alerta sobre as finanças da organização, afirmando que ela corre o risco de um colapso financeiro iminente devido a taxas não pagas e a uma regra orçamentária que obriga a devolução de recursos não gastos. A advertência ocorreu em meio a tensão sobre o papel da ONU frente a cortes de financiamento voluntário e mudanças no envolvimento dos Estados Unidos.

Guterres já vinha falando sobre uma crise de liquidez, mas o tom foi o mais duro até agora. O secretário-geral revelou que há um déficit de caixa que pode inviabilizar operações básicas da ONU, caso não haja pagamento das obrigações pelos Estados-membros. A avaliação ocorre em um momento em que o país mais contribuinte, os Estados Unidos, vem adotando postura mais cética quanto ao multilateralismo.

Finanças da ONU em números

Em carta a Estados-membros, o secretário-geral informou um montante récorde de 1,57 bilhão de dólares em dívidas vencidas do orçamento regular, sem detalhar os países devedores. Dados da ONU indicam que mais de 95% dessa dívida é aplicada pelos EUA, com 2,19 bilhões de dólares devidos no início de fevereiro. Além disso, o país enfrenta outras dívidas de 2,4 bilhões relacionadas a missões de paz e 43,6 milhões para tribunais da ONU.

O orçamento regular para 2026 foi aprovado pela Assembleia Geral em 30 de dezembro, no valor de 3,45 bilhões de dólares. O montante cobre custos operacionais, como funcionamento de sedes, salários, reuniões e ações de desenvolvimento e direitos humanos. Officials apontam que os EUA não pagaram o orçamento no ano anterior e devem 827 milhões pelo orçamento de 2025 e 767 milhões para 2026. Venezuela e México aparecem com débitos de 38 milhões e 20 milhões, respectivamente.

Contexto político e medidas em curso

A ONU informou que a solução passaria pela regularização dos pagamentos pelos Estados-membros, sem citar os EUA pelo país, enfatizando o problema de fluxo de caixa. Em meio a esse cenário, o governo de Donald Trump lançou uma iniciativa de “Board of Peace” com o próprio Trump como presidente vitalício, o que suscitou temores sobre o papel da ONU.

Sob a gestão de Guterres, a organização lançou um grupo de reforma, a UN80, para reduzir custos e aumentar a eficiência. O orçamento aprovado para 2026 ficou cerca de 200 milhões de dólares acima da proposta inicial do chefe da ONU, mas aproximadamente 7% menor que o orçamento aprovado em 2025. Em dezembro, a ONU também reconheceu a queda de doações em um contexto de necessidades humanitárias em alta.

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