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Pistas de familiaridade em suposto conluio de Mandelson com bancos em 2009

À época, Mandelson sugeriu que o JP Morgan pressionasse o chanceler; hoje, a taxação de bancos volta a influenciar políticas e debates fiscais

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Labour in 2010: Peter Mandelson, centre, with the then chancellor, Alistair Darling, left, and prime minister, Gordon Brown.
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  • Em 2009, o então secretário de Comércio pediu que o JP Morgan pressionasse o chanceler da época, Alistair Darling, criticando a taxação de bônus de bancos.
  • E-mails mostram Mandelson sugerindo uma nova rodada de lobby e descrevendo Jair Dimon como alguém que poderia agir para influenciar a política pública.
  • Naquele período, Darling decidiu aplicar um imposto extraordinário de cinquenta por cento sobre bônus acima de vinte e cinco mil libras.
  • Hoje, com um governo do Labour em um cenário diferente, não há taxação de windfall sobre bancos, mesmo com lobby intenso do setor financeiro.
  • Analistas e atores políticos comentam que o equilíbrio entre crescimento econômico e interesses do setor financeiro continua a moldar as decisões do governo, com debates sobre regulação e impostos.

Peter Mandelson, então ministro da Economia, enviou em 2009 mensagens a Jeffrey Epstein sugerindo que JP Morgan pressionasse o então chanceler Alistair Darling para alterar a política de tributação de bônus de bancos. A revelação ocorre num contexto de debates sobre taxação de lucros do setor financeiro britânico.

A prática é vista por comentaristas como uma violação de confiança e, em alguns casos, como potencial ilegal. Trabalhadores do Ministério das Finanças na época afirmaram que houve irritação interna com a influência de executivos de Wall Street sobre decisões governamentais.

A crise financeira internacional de 2008 serviu de pano de fundo para a discussão, com o governo britânico enviando pacotes de resgate para bancos em dificuldade. Darling propôs então uma sobretaxa temporal de 50% sobre bônus acima de 25 mil libras.

Contexto financeiro e político

Darling relatou em livro que Jamie Dimon, CEO do JP Morgan, ficou muito irritado com a ideia da sobretaxa. Segundo o ministro, Dimon disse que o banco havia comprado dívida britânica e que isso poderia ficar comprometido, ainda assim o governo manteve a medida.

A próxima gestão trabalhista, em cenário diferente, decidiu não taxar novamente os ganhos extraordinários dos bancos. Acenos de apoio a Wall Street, porém, continuaram a surgir em momentos de definição orçamentária.

O episódio veio à tona em meio a debates sobre regulação financeira após a crise e o papel de grandes bancos na economia britânica. Auditorias, documentos e registros de e-mails passaram a compor a narrativa pública.

Repercussões e posicionamentos atuais

O debate atual envolve propostas de taxação de bancos e a relação entre governo e setor financeiro. Em 2025, estudiosos e observadores contestaram a visão de que o ambiente de negócios deve guiar mudanças regulatórias, destacando fatores econômicos.

Executivos do setor financeiro indicaram que decisões sobre impostos podem influenciar investimentos e a presença de bancos no país. Autoridades políticas ressaltam a necessidade de equilíbrio entre estímulo ao crescimento e responsabilidade fiscal.

Analistas destacam que, ainda hoje, polêmicas sobre favorecimento a grandes bancos reaparecem em momentos de orçamento, reforçando a tensão entre saúde pública financeira e interesse corporativo.

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