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Ouro absorve fluxos enquanto Bitcoin oscila

Ouro recebe fluxo de ETFs e compras de bancos centrais; Bitcoin cai 40% da ATH, com margens mais altas freando posições

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
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  • O ouro opera em 4.906 dólares a onça, enquanto o Bitcoin recua e se mantém em cerca de 72.639 dólares, após chegar a 78.376 dólares.
  • Fluxo de ouro aponta demanda forte: 801 toneladas de ouro em fundos de investimento (ETFs) em 2025, 175 toneladas no quarto trimestre e 420 toneladas em barras/moedas no mesmo período.
  • Nos EUA, a demanda anual de ouro chegou a 679 toneladas em 2025, com 437 toneladas em ETFs lastreados, elevando as reservas para 2.019 toneladas (aproximadamente 280 bilhões de dólares em ativos).
  • O banco JP Morgan elevou a projeção de preço, apontando 6.300 dólares a onça até o fim de 2026 e estimando 800 toneladas de compra de bancos centrais em 2026.
  • Margens de ouro foram ajustadas na bolsa CME, com exigência de 8% para margens de contratos Comex (8,8% para perfis de maior risco), enquanto o Bitcoin não apresentou o mesmo comprador involuntário, sendo liquidado em meio à volatilidade.

O ouro opera em alta relativa, refletindo fluxo de demanda, enquanto o Bitcoin oscila. O metal precioso está próximo de 4.906 dólares por onça, com o Bitcoin em 72.639 dólares, após um salto a 78.376. Cenário comum de ativos defensivos e de risco.

Segundo dados do World Gold Council, o fluxo de ouro em 2025 mostrou entradas em ETFs de +801 toneladas, a segunda maior marca já registrada, com 175 toneladas no quarto trimestre. A demanda de barras e moedas ficou em 420 toneladas no mesmo período.

Nos EUA, a demanda anual de ouro foi de 679 toneladas em 2025, e os ETFs lastreados em ouro somaram 437 toneladas, elevando o total para 2.019 toneladas. Há aí sinal de compras em escala de alocação por investidores institucionais.

Implicações de fluxo e a visão de bancos

A prática de elevar a curva forward e a perspectiva de ouro por parte de grandes bancos impulsionaram o mercado, com metas próximas de 6.300 dólares/oz para 2026 e indicação de compras de 800 toneladas por bancos centrais em 2026. Medidas de margens, inclusive pela CME, endureceram posições alavancadas em metais.

Bitcoin não acompanhou o mesmo perfil de comprador forçado. Mesmo com a alta recente, BTC permanece cerca de 40% abaixo de sua máxima histórica de 126.198 dólares, mantendo menor exposição de volume sistemático em regimes de tendência. O mercado vendeu para reduzir risco, tratando o ativo como proxy de liquidez de alta beta.

Comportamento de desks: ouro vs Bitcoin

O ouro consegue se posicionar com suporte de balanços de ETFs e expectativa de fluxo de bancos centrais, oferecendo menor erro de rastreamento frente a benchmarks. A leitura é de que esse tipo de demanda, mais estável, favorece a liquidez de longo prazo.

Já o papel do Bitcoin funciona como um orçamento de risco para carteiras que utilizam liquidez. Com margens mais altas, rendimentos reais podem reprecificar, e a volatilidade de ações eleva a redução de posições em BTC de forma mais rápida que em outros ativos.

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