- Em 2025, o setor de flores e plantas ornamentais no Brasil movimentou R$ 23,35 bilhões, com alta de 10% em relação ao ano anterior.
- Quase 40% desse valor foi gerado em São Paulo, que concentra cerca de 75% da produção nacional.
- A cadeia saiu do modelo artesanal para uma operação coordenada, com controle de temperatura, rastreabilidade e padronização.
- Mudanças incluem leilões presenciais e online, automação, robótica, RFID e uso de Business Intelligence para prever demandas.
- O objetivo é entregar flores frescas e de qualidade ao consumidor, fortalecendo a experiência de compra e a competitividade do agro brasileiro.
O setor de flores no Brasil vive hoje uma transformação em que logística deixou de ser suporte para tornar-se estratégia competitiva. Em 2025, o segmento movimentou 23,35 bilhões de reais, com São Paulo respondendo por 40% do total e cerca de 75% da produção nacional. A agilidade entre campo e consumidor é central nessa mudança.
Historicamente dominada por estruturas artesanais, a floricultura passou a operar com regras de controle de temperatura, rastreabilidade e eficiência. A profissionalização da cadeia reduziu perdas e elevou a qualidade, abrindo espaço para produtos mais estáveis no mercado.
A virada começou no final dos anos 1980, com a criação da Cooperativa Veiling Holambra, que padronizou processos, embalagens e logística. Hoje, a digitalização intensifica a evolução, com leilões presenciais e online, automação, robótica e inteligência de dados para demanda e tendências.
Mudanças de cenário
Portais de RFID na cooperativa monitoram fluxos de milhões de itens, assegurando rastreabilidade e eficiência. A logística deixou de ser invisível e passou a ser um ativo estratégico para a competitividade do setor.
Desafios da distribuição
Produzir flores de qualidade é apenas parte do desafio. O Brasil, com dimensões continentais e infraestrutura desigual, impõe altos custos logísticos para itens perecíveis, exigindo rapidez e precisão na distribuição.
Para a entrega final, as carretas climatizadas operam entre 8 °C e 18 °C, com monitoramento de temperatura e umidade em tempo real. Sistemas de ar e suspensão protegem a carga e reduzem perdas na última etapa da entrega.
Impacto no consumo
Consumidores percebem flores com maior durabilidade e disponibilidade constante nas lojas. A experiência de compra melhora, fortalecendo a confiança no produto e estimulando a recorrência de compra. O dinamismo logístico eleva o frescor e a qualidade ao longo da cadeia.
A visão do setor é de que logística não é custo, mas valor para o agro brasileiro. Investimentos, cooperação e tecnologia sustentam a transformação, colocando a logística como motor da competitividade no ramo das flores.
Raquel Steltenpool, empresária do setor, atua como diretora da Steltenpool Flores e Plantas e de Mercado do Instituto Brasileiro de Floricultura. As informações refletem dados do setor e entrevistas com especialistas do IBRAFLOR.
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