- O especialista Rômulo Saraiva afirma que, no caso Master, houve ataque ao patrimônio dos aposentados por fraudadores.
- Segundo ele, houve manipulação de “letras financeiras” sobreprecificadas, algo que representa ganhos exagerados.
- Saraiva defende que órgãos previdenciários adotem análises mais robustas para evitar aportes temerários ou fraudulentos.
- A recuperação de ativos desses fundos não é coberta pelo Fundo Garantidor de Crédito e é considerada muito difícil no Brasil, o que costuma fazê-los arcar com rombos.
- O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o caso Master chama a atenção das autoridades e que o Estado deve buscar a recuperação do dinheiro desviado.
O caso Master envolve supostos desvígios em fundos de pensão, com o patrimônio de aposentados no centro das suspeitas. Especialistas dizem que há manipulação de títulos financeiros com suposta supervalorização, em episódio que resultou na prisão de Deivis Marcon Antunes, ex-presidente da Rioprevidência. A avaliação inicial foi apresentada por meio do programa GloboNews Em Ponto, nesta quarta-feira (4).
O advogado e professor Rômulo Saraiva, autor do livro Fraude nos Fundos de Pensão, afirma que casos desse tipo não são inéditos. Segundo ele, o histórico de fraudes no Brasil aponta para promessas de ganhos excessivos e riscos reais para o patrimônio dos aposentados.
Para Saraiva, a prática de títulos sobrepreciados evidencia uma estratégia antiga de ludibriar investidores institucionais. Ele ressalta que a vulnerabilidade de institutos de previdência exige avaliação mais robusta para distinguir o que é temerário ou fraudulento.
O especialista critica a recuperação de ativos de fundos de pensão, destacando que muitos não contam com o amparo do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Dessa forma, os próprios servidores públicos costumam arcar com parte dos prejuízos por meio de contribuições mais altas.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o caso Master chama a atenção das autoridades em cada etapa da investigação. A mensagem dele é de que o Estado deve atuar para recuperar o dinheiro desviado, quando possível.
O que se sabe até o momento é que houve investigação que resultou na prisão do ex-presidente da Rioprevidência, sugerindo a existência de operações com letras financeiras infladas. A partir disso, apurações continuam para identificar responsáveis e rastrear ativos.
O Ministério da Fazenda reforça a necessidade de fiscalização mais rigorosa dos fundos de pensão e de mecanismos que minimizem riscos de desvio. A posição oficial é de prioridade na proteção ao patrimônio dos beneficiários.
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