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Eco Invest amplia alcance com R$ 128 bilhões, beneficia o agronegócio e mira 4º leilão

Eco Invest atinge R$ 52,8 bilhões em investimentos privados e já mobiliza R$ 128 bilhões; governo prevê quarto leilão para ampliar o agronegócio

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Pôr do sol em área de cultivo de milho
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  • O terceiro leilão do Eco Invest Brasil, focado em equity, movimentou R$ 52,8 bilhões em investimentos privados em participações societárias, com presença relevante de capital estrangeiro e valorização do agronegócio como destino.
  • No total, o programa já mobilizou cerca de R$ 128 bilhões em capital interno e externo para projetos sustentáveis.
  • O governo já programou o quarto leilão para fevereiro, com propostas das instituições financeiras até o dia 25; o foco é biosconomia e turismo sustentável na Amazônia.
  • O Eco Invest atua com capital catalytic, oferecendo proteção cambial para reduzir riscos, e registrou alavancagem média de quase quatro reais privados por real público no terceiro leilão.
  • O fluxo de recursos estrangeiros ficou mais diversificado, com atuação de norte-americanos, europeus e governo japonês, além de interesse crescente de empresas chinesas em cadeias ligadas a baterias e energia.

O Eco Invest Brasil concluiu seu terceiro leilão em alto nível, somando R$ 52,8 bilhões em investimentos privados via participações societárias. O objetivo é atrair capital externo para financiar a transformação ecológica do país, especialmente com proteção cambial para reduzir riscos.

A iniciativa, criada dentro do Plano de Transformação Ecológica, mobilizou cerca de R$ 128 bilhões em capital interno e externo até agora. O foco dos projetos é a bioeconomia, a transição energética e a agroindústria, com participação relevante de investidores estrangeiros.

O secretário do Tesouro, Rogério Ceron, destacou que esse equilíbrio entre capital público e privado é crucial para reduzir a volatilidade cambial que assusta investidores internacionais. O programa atua em pontos de fricção do mercado, não oferecendo empréstimos diretos.

No terceiro leilão, o volume de projetos qualificados chegou próximo de R$ 80 bilhões antes de ajustes regulatórios, e houve demanda “muito agressiva” por tecnologias de fronteira, como baterias, IA para transição ecológica e novos modelos produtivos.

A transição energética foi a linha de maior interesse, respondendo por cerca de R$ 34 bilhões (64,5%) dos investimentos previstos. Entre os componentes, SAF, baterias, biogás, biomassa e BESS ganharam destaque, com destaque para o setor de SAF.

O bioma da bioeconomia recebeu R$ 8,4 bilhões, com ênfase em biofertilizantes, bioinsumos e superalimentos. O Tesouro estima que o mercado de superalimentos possa gerar até R$ 41,6 bilhões ao PIB até 2030 e criar até 300 mil empregos.

O conceito central é o capital catalítico: recursos públicos reduzem riscos para ampliar investimentos privados. No terceiro leilão, a alavancagem ficou próxima de quatro reais privados por cada real público.

O leilão funciona de forma competitiva, com bancos e gestoras apresentando propostas que indicam quanto capital privado conseguem mobilizar por unidade de recurso público. O foco foi o equity, com participação em empresas e fundos.

Os recursos estrangeiros vieram majoritariamente da Europa e dos EUA nos dois primeiros leilões. No terceiro, houve maior diversidade, incluindo norte-americanos, europeus e aporte do governo japonês, além de interesse crescente de companhias chinesas em baterias e armazenamento.

Projetos dos primeiros leilões, ligados ao saneamento, energia e recuperação de áreas degradadas, entraram em fase de execução. O pipeline do terceiro leilão é mais longo, típico de equity, mas aponta para agro, bioeconomia e transição energética.

Os dados do terceiro leilão seguem sob auditoria independente e passarão por uma Second Party Opinion para confirmar a aderência ambiental. A consolidação é prevista para o primeiro semestre de 2028.

O Monitor Eco Invest acompanhará o andamento, detalhando projetos, localizações, volumes e estágios de execução. Com o quarto leilão previsto para este mês, o programa amplia o fluxo de capital global para o Brasil, com o agronegócio no centro da estratégia.

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