- Trump afirmou, em entrevista à NBC News, que seu candidato para dirigir o Federal Reserve entende a necessidade de reduzir as taxas de juros.
- O ex-governador do Fed teria, segundo o presidente, interesse em cortes; não teria sido cogitado se tivesse dito que buscava aumentá-las.
- Trump voltou a criticar o atual presidente do Fed, Jerome Powell, por não reduzir as taxas de forma mais agressiva, dizendo que as taxas atuais são muito altas.
- O Federal Reserve já realizou três cortes de juros em dois mil e vinte e cinco, mas não fez novo recuo em janeiro, buscando equilíbrio entre inflação e mercado de trabalho.
- A confirmação de Warsh pode enfrentar resistência no Senado, com preocupações sobre a independência do Fed, em meio a oposição de alguns republicanos e a situações envolvendo Powell e a sede do banco.
Donald Trump afirmou em uma entrevista veiculada pela NBC News nesta quarta-feira (4) que o indicado para liderar o Federal Reserve entende a necessidade de reduzir as taxas de juros. O presidente reiterou que Warsh quer cortar juros.
Segundo Trump, o ex-governador do Fed não seria cogitado caso tivesse defendido aumentos. O mandatário reforçou que as taxas atuais são altas e devem recuar para estimular a economia.
O Fed já fez três cortes de juros em 2025, mas não fez novo recorte em janeiro. A instituição busca equilibrar inflação e mercado de trabalho, conforme o comitê de política monetária.
Desafios de confirmação
Warsh pode enfrentar dificuldades na confirmação pelo Senado, diante de preocupações sobre a independência do Fed em um cenário de pressão política. O tema surge em meio a debates sobre a autonomia da instituição.
O senador republicano Thom Tillis, do Comitê Bancário do Senado, sinalizou oposição à confirmação de candidatos ao Fed até que investigações relacionadas ao presidente Powell sejam esclarecidas pelo Departamento de Justiça.
Contexto institucional
Além disso, a imprensa acompanha a atuação de Trump na gestão de nomeações e de questões internas ao Fed, como o andamento de ações para destituição de governadores e investigações envolvendo custos de reformas da sede do banco. Essas questões elevam o escrutínio sobre a proteção da instituição frente a pressões externas.
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