- Apple liderou as vendas globais de smartphones em 2025, com 247,8 milhões de unidades e participação de 19,7%.
- Samsung ficou em segundo, com 241,2 milhões de unidades e participação de 19,1%.
- Xiaomi vendeu 155,3 milhões de aparelhos (13,1%), seguido por vivo com 103,9 milhões (8,2%) e OPPO com 102 milhões (8,1%).
- As remessas globais no quarto trimestre de 2025 somaram 336,3 milhões de unidades, elevando o total de 2025 para 1,26 bilhão de dispositivos.
- A IDC aponta que o ano foi positivo, apoiado por modelos premium, dobráveis e IA, mas com pressões de tarifas, cadeia de suprimentos e escassez de memória que podem impactar preços e oferta nos próximos anos.
A Apple e a Samsung manteram a liderança das vendas globais de smartphones em 2025, segundo dados da IDC. As duas companhias somaram pouco menos de 40% do mercado, mas enfrentam maior disputa de marcas chinesas que avançam rápido.
A Apple anunciou 247,8 milhões de unidades vendidas, correspondendo a 19,7% de participação. A Samsung ficou logo atrás, com 241,2 milhões de envios e 19,1% de participação. Juntas, elas mantêm posição dominante, porém sem chegar a metade do mercado.
Entre os concorrentes, a Xiaomi aparece em terceiro, com 155,3 milhões de unidades (13,1%), seguida pela vivo, com 103,9 milhões (8,2%), e pela OPPO, com 102 milhões (8,1%). O conjunto de outras marcas ficou em 400 milhões, ou 31,7%.
A IDC aponta que, ao fim de 2025, as maiores variações positivas foram Samsung (+7,9%), Apple (+6,3%) e vivo (+2,7%). Oppo e Xiaomi registraram recuo, ambas em -1,9%. O total de smartphones vendidos no ano atingiu 1,26 bilhão de unidades.
No quarto trimestre de 2025, as remessas globais somaram 336,3 milhões, com alta de 2,3% frente ao mesmo período de 2024. O ano fechou com maior demanda por modelos premium, dobráveis e com recursos de IA, sustentando o crescimento apesar de tarifas e da competição chinesa.
A Samsung teve o maior peso no quarto trimestre desde 2013, impulsionada pelo Galaxy Z Fold 7 e pela linha Galaxy A com IA. A Apple registrou seu melhor quarto trimestre desde 2021, impulsionada pelo iPhone 17 e pela maior receita trimestral da história da empresa, segundo analistas da IDC.
Panorama de custos e memória
A IDC ressalta que a demanda por memória para IA contribuiu para o aperto de oferta em 2025, elevando os preços. A escassez de chips pode se estender até 2027, segundo o relatório da consultoria. Isso pode influenciar custos de produção de smartphones.
Em termos de impacto, a memória representa uma parcela relevante do custo de BOM: entre 10% e 20%, conforme a faixa de produto, o que pode pressionar preços e especificações caso a oferta não acompanhe a demanda. O mercado de memória é visto como fator-chave para o futuro dos dispositivos.
Entre na conversa da comunidade