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Ambição do Santander nos EUA não altera relevância do Brasil, afirma CEO

Compra de Webster Financial por US$ 12,2 bilhões amplia presença do Santander nos EUA, sem reduzir a relevância do Brasil; ROE mira entre 22% e 23%

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Banco espanhol tem na operação no Brasil um de seus principais mercados globalmente (Foto: Dado Galdieri/Bloomberg)
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  • Santander anunciou a aquisição do Webster Financial por US$ 12,2 bilhões, fortalecendo a presença nos Estados Unidos e posicionando o grupo entre os dez maiores bancos dos EUA.
  • O presidente do Santander Brasil, Mario Leão, disse que a estratégia nos EUA não diminui a relevância do Brasil, que continua gerando capital importante para financiar o crescimento externo.
  • O grupo segue com a estratégia de “de-risking” e deve encerrar o ano com um portfólio de crédito mais saudável, reduzindo exposições a segmentos de maior risco.
  • A meta de retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) de 20% permanece no horizonte, com perspectivas de chegar a 22%–23% mais próximo do final do processo; o ROE ficou em 17,6% no quarto trimestre de 2025.
  • O Santander Brasil divulgou lucro líquido gerencial de R$ 4,086 bilhões no quarto trimestre de 2025; as ações recuaram cerca de 2,5% após o anúncio, ainda que o desempenho no acumulado do ano seja positivo.

O Santander anunciou na terça-feira a aquisição do Webster Financial por US$ 12,2 bilhões, operação que reforça a presença da instituição no mercado americano. A transação posiciona o Santander entre os dez maiores bancos dos EUA.

Segundo Mario Leão, CEO do Santander Brasil, a estratégia global do grupo mantém o Brasil relevante e, em parte, financia a expansão no exterior por meio do caixa gerado pela operação brasileira. A fala ocorreu durante entrevista coletiva sobre resultados trimestrais.

Leão afirmou que a operação no Brasil continua sendo uma das maiores geradoras de capital do grupo, contribuindo para sustentar o crescimento nos EUA sem reduzir a importância da atuação nacional. A gestão busca equilibrar resultados entre Brasil, Espanha e Estados Unidos.

O executivo comentou ainda sobre rumores de uma possível OPA que poderia tirar a subsidiária brasileira de listagem. Segundo ele, esse tema não faz parte da pauta da gestão e a prioridade é crescer e aumentar o capital do grupo.

De-risking e ROE

O Santander segue uma estratégia de de-risking iniciada em 2021, com foco em segmentos de maior qualidade, como alta renda e pequenas e médias empresas, e redução de exposições mais arriscadas. O banco não divulga o peso atual de cada segmento na carteira de crédito.

Leão indicou que a empresa deve fechar o ano com um mix de crédito mais saudável, próximo do patamar ideal. Não houve confirmação de mudanças estruturais, apenas ajustes para melhorar a qualidade do portfólio ao longo do tempo.

A meta de ROE, atualmente em 17,6% no quarto trimestre de 2025, permanece uma referência. O CEO disse que não será atingida em 2026, mas que a empresa trabalha para alcançar 20% de forma cada vez mais concreta, com perspectiva de chegar a 22% a 23% no horizonte mais próximo.

O Santander Brasil divulgou lucro líquido gerencial de R$ 4,086 bilhões no quarto trimestre de 2025, alinhado às expectativas do mercado. As ações da instituição recuaram cerca de 2,5% após o anúncio, enquanto o desempenho no ano permaneceu positivo.

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