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RBA: alta de juros sob controvérsia diante da crise de custo de vida na Austrália

Banco central eleva juros para frear economia aquecida, mas custo de vida e prestações continuam pressionando famílias e mutuários

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
‘[Prices have] gone up 20% to 25% over the past few years, and people see that every time they walk into a supermarket,’ says Michele Bullock, the governor of the Reserve Bank.
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  • O Banco Central da Austrália elevou a taxa básica de juros de 3,6% para 3,85% para tentar esfriar a economia.
  • Economistas e o próprio banco veem a economia como aquecida, mas trabalhadores e mutuários relatam dificuldade com o custo de vida.
  • A governadora Michele Bullock disse que o ajuste é adequado e não indica, por si só, o início de um novo ciclo de alta de juros.
  • Não é descartado novo reajuste nos próximos meses, já que a inflação deve atingir pico próximo de 4,2% no meio do ano.
  • A inflação é atribuída ao nível de preços alto e à demanda elevada, com impactos diferentes entre famílias e setores.

O Reserve Bank of Australia elevou a taxa básica de juros novamente, de 3,6% para 3,85%, alegando que a economia estaria operando acima da capacidade. A decisão aconteceu nesta terça-feira e visa reduzir pressões inflacionárias, segundo a instituição.

Apesar da justificativa oficial, parte da população continua quase sem sentir alívio. Trabalhadores com hipoteca e consumidores relatam dificuldade para equilibrar as contas, destacando o peso da inflação no dia a dia.

A governadora do RBA, Michele Bullock, descreveu o movimento como um ajuste necessário, não o início de uma nova rodada de altas. Ela ressaltou que a inflação tende a alcançar pico próximo de 4,2% no meio do ano e não descartou novos aumentos.

Bullock explicou que o banco ficou surpreso com a força da economia na segunda metade do ano passado, que se manteve em ritmo firme em 2026. O desenho atual da demanda inclina-se a gastos, construção e investimento acima do esperado.

Um dos grandes problemas apontados é que pequenas variações na demanda podem reacender a inflação, mesmo com o desemprego relativamente baixo. A instituição citou fragilidades na oferta como parte do cenário.

Para muitas pessoas, o custo de vida subiu de forma generalizada nos últimos anos, o que transforma qualquer ajuste monetário em notícia sensível. O ambiente de preços elevado impacta sobretudo quem tem renda mais baixa e dívidas.

Embora o banco tenha ressaltado que o aperto monetário é uma ferramenta pouco sutil, as repercussões são sentidas de modo diferente entre setores da população. A percepção de que a economia vai bem contrasta com a experiência de consumo no cotidiano.

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