- A ata da reunião nº 276 do Copom mostra cautela otimista com a inflação e com as perspectivas para a Selic, indicando possível ajuste gradual no ciclo de alta.
- No cenário internacional, os riscos de longo prazo existem, mas há arrefecimento da incerteza, com commodities contidas e condições financeiras favoráveis.
- No âmbito doméstico, as leituras de inflação caem, com o índice cheio e as medidas subjacentes em trajetória de declínio.
- Câmbio mais valorizado e comportamento mais benigno das commodities ajudam a reduzir a inflação de bens industrializados e de alimentos; a inflação de serviços também recua, ainda que de modo mais resiliente.
- A ata ressalta que a mudança de tom depende das expectativas de inflação; o Relatório Focus aponta IPCA de 2026 abaixo de 4% pela primeira vez desde o início de 2025, fortalecendo a credibilidade do regime de metas, e o ambiente externo distenso facilita ajustes graduais conforme dados.
O Copom divulgou nesta terça-feira, 3 de fevereiro, a Ata da reunião nº 276, destacando um tom de cautela otimista sobre a inflação e as perspectivas para a taxa Selic. O documento indica que a autoridade reconhece avanços na desinflação e sinaliza ajustes graduais na política monetária.
Segundo a Ata, o cenário internacional apresenta menor incerteza volátil, com preços de commodities contidos e condições financeiras favoráveis. No âmbito doméstico, as expectativas de inflação, medidas por diferentes instrumentos, seguem trajetória de declínio.
O Copom aponta que a combinação de câmbio mais estável e menor volatilidade de commodities ajudou a reduzir pressões sobre bens industrializados e alimentos. A inflação de serviços também arrefeceu, ainda que de forma mais resiliente.
A ata sinaliza mudança de discurso: o colegiado considera possível iniciar ajustes graduais na taxa Selic sem comprometer a convergência à meta, apoiado pela queda das expectativas de inflação. O Relatório Focus divulgado na véspera mostrou IPCA de 2026 abaixo de 4% pela primeira vez desde início de 2025.
O ambiente externo também contribui para o novo tom, com maior distensão no mercado internacional, menor volatilidade financeira e redução das pressões inflacionárias globais. Esses fatores reduzem riscos para o câmbio e fluxos de capitais, abrindo espaço para política local mais flexível, ainda que com cautela.
Perspectivas
Investidores seguiram otimistas de forma contida, com contratos futuros dos principais índices americanos em leve alta na abertura da sessão. A volatilidade permanece, sem tendência única, diante da atualização do Copom.
Indicadores
Brasil
- Ata do Copom: aponta cautela otimista com desinflação e ajuste gradual da política.
- Inflação Fipe (Jan): observado 0,21%.
- Produção Industrial (Dez): anterior 0,0%; expectativa de queda de 0,8%.
- Produção Industrial (12M): anterior −1,2%; expectativa +1,0%.
Estados Unidos
- Sem indicadores relevantes.
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