- O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou ter sugerido a Lula a indicação de Guilherme Mello para uma vaga na diretoria do Banco Central; a sugestão ocorreu há cerca de três meses.
- Guilherme Mello tem 42 anos, é professor licenciado do Instituto de Economia da Universidade de Campinas e doutor em Ciência Econômica.
- Ele integrou a equipe que elaborou o plano de governo de Lula junto à Fundação Perseu Abramo, ligada ao PT, documento que criticava aumentos da taxa Selic na época.
- Haddad também informou ter enviado o nome de Tiago Cavalcanti, professor da Universidade de Cambridge, para outra vaga no BC; a decisão final cabe ao presidente Lula.
- As vagas foram abertas no início deste ano, após a saída de dois diretores indicados por Jair Bolsonaro; o Banco Central tem mandato de quatro anos para diretores indicados pelo presidente e eles passam por sabatina no Senado.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira 3 que sugeriu ao presidente Lula que indique Guilherme Mello para uma cadeira na diretoria do Banco Central. A indicação de Mello ocorreu há cerca de três meses, segundo Haddad.
Aos 42 anos, Guilherme Mello é professor licenciado do Instituto de Economia da Unicamp, com doutorado em Ciência Econômica e mestrado em Economia Política pela PUC-SP. Suas linhas científicas incluem política monetária e desigualdade social.
Mello foi um dos economistas que elaboraram o plano de governo de Lula junto à Fundação Perseu Abramo, ligada ao PT, nas eleições de 2022. O documento criticava aumentos da taxa Selic pelo BC na época.
Haddad afirmou ainda que a decisão final cabe a Lula. Em entrevista à Band News, ele disse que Lula afirmou, três semanas atrás, que iria conversar sobre o tema, mas ainda não tomou a decisão. O vazamento foi citado como prejudicial.
O ministro também revelou ter levado a Lula o nome de Tiago Cavalcanti, professor da Universidade de Cambridge, para outra vaga no BC. As vagas na diretoria estavam abertas desde o início deste ano.
O BC, com autonomia reconhecida pela Constituição de 1988, tem mandatos de quatro anos para presidente e diretores indicados pelo chefe do Executivo. Os sabatinados necessários ocorrem no Senado antes da posse.
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