- Em 2025, os gastos administrativos da máquina pública somaram R$ 72,7 bilhões, o maior valor em nove anos.
- O custeio inclui itens como água, energia, telefone, diárias, passagens, aluguel, segurança, limpeza, combustível, tecnologia da informação e serviços bancários.
- Esses gastos estão dentro dos chamados gastos livres do governo, com limite de crescimento de até 2,5% ao ano ajustados pela inflação.
- Já os gastos obrigatórios, como benefícios e salários, crescem mais que 2,5% ao ano, comprimindo o espaço para investimentos e para os gastos livres.
- A margem para gastos livres em 2026 é estimada em R$ 129,2 bilhões; com mais de R$ 70 bilhões destinados ao custeio, resta menos espaço para investimentos e demais despesas dos ministérios, em ano eleitoral.
Os gastos administrativos da máquina pública somaram 72,7 bilhões de reais em 2025, o maior patamar em nove anos. Despesas como água, luz, aluguel, diárias, passagens e segurança compõem esse custeio.
Levantamento da Secretaria do Tesouro Nacional indica que os valores são ajustados pela inflação para comparação histórica, cuja série começa em 2011. Os custos ficaram acima de 70 bilhões em governos anteriores.
Entre os itens do custeio estão serviços de limpeza, vigilância, tecnologia da informação, combustíveis e serviços bancários, além de aluguel de imóveis e veículos.
A explicação está no conceito de gastos livres do governo, regidos por uma regra que limita o crescimento anual a 2,5% (em termos reais). Os gastos obrigatórios crescem acima disso.
Dados do Ministério do Planejamento apontam que 2026 terá margem de 129,2 bilhões para gastos livres dos ministérios, incluindo custeio, investimentos e demais despesas.
Ao reservar boa parte desses recursos para custeio, sobra menos espaço para investimentos, bolsas, universidades federais, defesa agropecuária e fiscalização, entre outras áreas.
Especialistas avaliam que haverá restrições para gastos discricionários em 2026, ano eleitoral, impactando investimentos e prioridades do governo.
Mesmo com o custodiante espaço para ações de custeio, é possível observar uma trajetória de ajuste fiscal onde gastos obrigatórios comprimem o espaço para políticas de longo prazo.
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