- A Fictor pediu recuperação judicial e, no processo, destacou o patrocínio ao Palmeiras em março de 2025 para demonstrar trajetória e viabilizar o pagamento de credores.
- Na planilha de credores, a dívida com o Palmeiras é de R$ 2,666 milhões, referente à parcela de patrocínio e bonificações por resultados esportivos que deveriam ter sido pagas em janeiro.
- O Palmeiras rescindiu o contrato e disse que vai tomar as providências legais cabíveis para receber os valores devidos.
- A Justiça deferiu parcialmente o pedido de recuperação da Fictor, suspendendo prescrições e execuções, mas manteve bloqueios já realizados até nova deliberação.
- O grupo lista dívida total de R$ 4.257.357.283,84, e há notícia de inquérito da Polícia Federal; o tempo de recuperação costuma ficar entre dois e quatro anos, podendo se estender.
A Fictor, ex-patrocinadora do Palmeiras, entrou com pedido de recuperação judicial em São Paulo. A empresa destaca o patrocínio ao clube na petição, com a intenção de viabilizar o pagamento de credores e evitar a falência do grupo.
No documento, a Fictor resume sua trajetória desde 2007, com atuação em BPO e private equity. O grupo afirma ter firmado com o Palmeiras, em março de 2025, um contrato de patrocínio de três anos, com possibilidade de prorrogação.
A empresa anexou ao processo uma foto de atletas da base do Verdão usando o uniforme com o nome da holding. A planilha de credores aponta dívida de 2,666 milhões com o Palmeiras, referente à parcela de patrocínio pendente e bonificações.
Situação judicial e patrocínio
O Palmeiras rescindiu o contrato com a patrocinadora e informou que vai tomar providências legais para receber os valores devidos. O montante está condicionado ao desenrolar da recuperação judicial.
Especialistas ouvidos pela reportagem destacam que créditos de patrocínio costumam figurar como créditos concorrenciais, sem prioridade. O tempo de tramitação da recuperação pode variar bastante.
A defesa da Fictor sustenta que a recuperação judicial busca a reestruturação financeira e a continuidade das atividades, com apresentação de um plano de pagamento aos credores. O prazo costuma oscilar entre dois e quatro anos.
Próximos passos e desdobramentos
O juiz responsável deferiu parcialmente o pedido de recuperação, suspendendo algumas medidas de cobrança e impedindo novas constrições patrimoniais. Bloqueios existentes podem permanecer até nova decisão.
O Palmeiras já teve ciência prévia da situação financeira da Fictor e acompanhou a discussão institucional sobre a relação contratual. O time atua para assegurar o recebimento dos valores conforme o andamento do processo.
A recuperação envolve ainda a defesa de credores, entre eles a CBAt, que consta como credora com valor próximo a meio milhão. O desfecho depende da aprovação do plano de recuperação e da homologação judicial.
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