- Copom sinaliza início de corte da Selic a partir da próxima reunião, em março, mas não define o tamanho do ajuste.
- A Selic está em 15% ao ano, mantendo o Brasil como segunda maior taxa de juros real do mundo.
- O comitê cita ambiente internacional incerto, influenciado por política dos Estados Unidos e tensões geopolíticas, mas vê resiliência no mercado de trabalho interno.
- Apesar de inflação ter cedido, o relatório aponta que as projeções do mercado continuam distantes da meta de 3% ao ano, sugerindo juros elevados por algum tempo.
- A ata reforça que a flexibilização dependerá do cenário até março, com a manutenção de restrições para assegurar convergência da inflação à meta.
O Copom, Comitê de Política Econômica do Banco Central, sinalizou que pode reduzir a Selic a partir da próxima reunião, em março. A indicação consta na ata divulgada nesta terça-feira, 3, referente à sessão anterior.
O documento não especifica o tamanho do eventual corte. Hoje, a Selic está em 15% ao ano, mantendo o Brasil entre os países com as maiores taxas reais do mundo.
O Copom aponta ambiente externo ainda incerto, com pressão de políticas dos EUA e tensões geopolíticas. No entanto, observa sinais de resiliência no mercado de trabalho, o que sustenta a atividade econômica mesmo com juros elevados.
Apesar da inflação ter mostrado alguma moderção, o comitê ressalta que as projeções do mercado continuam distantes da meta de 3% ao ano. Mesmo com possível corte em março, as taxas devem permanecer altas por algum tempo.
Acompanhando o comportamento recente, o Copom já havia indicado, ao manter a Selic, a possibilidade de iniciar a flexibilização na próxima reunião, ressalvando que manterá a restrição adequada para convergir a inflação à meta.
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