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Ata do Copom aponta inflação mais recente e sinaliza corte de juros

Ata do Copom aponta que inflação recente e sinais de transmissão embasaram corte de juros em março, mantendo juros restritos até a convergência da inflação

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo
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  • O Banco Central afirmou que sinalizou o corte de juros para março após analisar a inflação recente e os sinais mais claros de transmissão da política monetária, considerando suas defasagens.
  • Na semana passada, o Copom manteve a Selic em 15% ao ano e indicou início do ciclo de flexibilização, mantendo a restrição necessária para levar a inflação à meta.
  • A ata reforçou que a magnitude e a duração do ciclo dependem de novas informações, e que juros ainda restritivos são necessários até a inflação se consolidar e as expectativas permanecerem ancoradas.
  • O BC destacou fatores que continuam pressionando preços, como o dinamismo do mercado de trabalho e rendimentos reais acima do crescimento da produtividade.
  • As projeções do Focus indicam IPCA de 2026 em 4,00%, com 3,80% para 2027 e 3,50% para 2028; o cenário externo permanece incerto, mas com arrefecimento das incertezas e commodities contidas.

O Banco Central divulgou a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), revelando que a sinalização de um corte de juros em março foi baseada na dinâmica recente da inflação e em sinais mais claros de transmissão da política monetária para a economia, considerando suas defasagens.

Na semana passada, o Copom decidiu manter a Selic em 15% ao ano e indicou a abertura de um ciclo de cortes a partir de março, mantendo, porém, uma postura de juros ainda restritivos para cumprir a meta de inflação.

A ata reforçou que a magnitude e a duração do ciclo de flexibilização serão definidas ao longo do tempo, conforme novas informações entram nos modelos de análise. A instituição destaca a necessidade de manter juros restritivos até que a inflação recue e as expectativas se ancorem.

Ainda, o documento aponta que todos os diretores defendem a manutenção do patamar elevado de juros, diante da resiliência de fatores que pressionam preços, especialmente o dinamismo do mercado de trabalho e rendimentos reais acima da produtividade.

O BC também comentou a calibração dos juros, destacando melhora na inflação corrente e expectativas de mercado mais próximas da meta. A projeção para o IPCA de 2026 caiu de 4,16% para 4,00% no Focus, sem alterações para 2027 (3,80%) e 2028 (3,50%).

Perspectivas de inflação e cenário externo

A ata mantém o cenário de riscos para a inflação em equilíbrio entre possibilidades de recuo e de alta, com alguma redução das incertezas nos horizontes próximos. O BC observa incertezas globais, mas aponta arrefecimento recente de tensões geopolíticas.

Segundo o documento, as condições internacionais permanecem desafiadoras, porém preços de commodities continuam contidos e o ambiente financeiro local ajuda na transmissão da política monetária. O Copom ressalta que novas informações podem alterar o rumo das decisões futuras.

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