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ADM projeta lucro abaixo do esperado por atrasos nos biocombustíveis nos EUA

ADM projeta lucro ajustado de US$3,60 a US$4,25 por ação em 2026, abaixo da consensus de US$4,24, com ações em queda ante atrasos de cotas de biocombustíveis nos EUA

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Logo da Archer Daniels Midland Co (ADM) 10/04/2023
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  • A Archer-Daniels-Midland projeta lucro ajustado por ação entre US$ 3,60 e US$ 4,25 para 2026, com o ponto central abaixo da estimativa média de US$ 4,24 por ação.

  • As ações da empresa caíram 4,6% no pregão de pré-mercado por conta da previsão fraca.

  • O atraso na política de biocombustíveis dos Estados Unidos, especialmente as cotas de mistura, tem prejudicado decisões de investimento e manteve margens estáveis, levando a adiamentos de gastos e de produção.

  • O lucro operacional do segmento agrícola e oleaginosas caiu 31% no trimestre, para US$ 444 milhões.

A Archer-Daniels-Midland (ADM) informou que o lucro ajustado para o ano corrente deve ficar abaixo do esperado pelos analistas. A empresa pretende um lucro por ação entre US$ 3,60 e US$ 4,25, com o ponto médio abaixo da previsão de US$ 4,24, conforme dados da LSEG.

A deliberação sobre políticas de biocombustíveis nos EUA e margens de esmagamento estáveis pesaram sobre as perspectivas. O atraso na decisão sobre as cotas de mistura de biocombustíveis gera incertezas para produção e investimentos.

A leitura de resultados indicou que o lucro operacional do segmento de serviços agrícolas e oleaginosos caiu 31% no trimestre, para US$ 444 milhões. A ADM está sediada em Chicago.

A companhia disse ainda que a queda na demanda por óleo de soja contribuiu para a fraqueza do negócio de biocombustíveis, com impactos sobre a margem de processamento nas plantas da empresa.

Contexto regulatório e impactos

Segundo a Reuters, o governo dos EUA planeja finalizar as cotas de mistura de biocombustíveis para 2026 até o início de março, mantendo-as próximas do desenho inicial, mas sem penalizar importações de renováveis. A decisão é vista como uma das mais relevantes na política energética do governo.

O atraso nas decisões de política de mistura renovável tem levado empresas do setor a suspender negócios e adiar investimentos de capital que influenciam produção e margens, impactando expectativas de resultados para 2026.

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