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MED 2.0 do BC entra em vigor e permite bloquear Pix fraudulento

Banco Central amplia rastreamento de fraudes no Pix, permitindo bloquear recursos de transferências rápidas, com devolução em até sete dias

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
A nova versão tende agilizar a identificação ou encerramento de contas consideradas de risco
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  • Entrou em vigor no dia 2 de fevereiro o Mecanismo Especial de Devolução 2.0, do Banco Central, em todas as instituições financeiras para rastrear, bloquear e devolver valores transferidos via Pix em casos de fraude.
  • O MED 2.0 consegue identificar não apenas a conta que recebeu originalmente os recursos, mas também valores que foram rapidamente repassados a outros usuários, permitindo o congelamento mesmo após transferências subsequentes.
  • A atualização busca acelerar a identificação e o fechamento de contas de risco, aumentando a eficácia dos mecanismos antifraude diante de golpes como falso atendimento, QR Codes manipulados e vendedores inexistentes.
  • O funcionamento permanece integrado aos aplicativos das instituições; o usuário pode contestar fraudes pelo extrato do Pix, com novidades como contestação direta no app, bloqueios automáticos e prazo de até sete dias para a devolução.
  • O uso do MED é exclusivo para fraudes; há período de transição até maio e, após, passa a haver fiscalização mais robusta pelo Banco Central.

O Banco Central (BC) colocou em vigor, nesta segunda-feira (2), o Mecanismo Especial de Devolução 2.0 (MED 2.0) em todas as instituições financeiras do país. A ferramenta amplia o rastreamento, o bloqueio e a devolução de valores transferidos pelo Pix em casos de fraude.

Com a atualização, o MED 2.0 passa a identificar não apenas a conta que recebeu originalmente os recursos, mas também valores repassados rapidamente a outras contas. Isso permite congelar dinheiro mesmo após movimentações subsequentes.

A versão anterior já permitia acionar o MED para bloquear recursos em caso de fraude, com a recuperação ocorrendo apenas se os valores ainda estivessem disponíveis. A nova versão reduz o atraso entre detecção e intervenção.

O BC afirma que o MED 2.0 aumenta o ritmo de bloqueio de contas consideradas de risco e reforça os mecanismos antifraude do sistema financeiro, ajudando a combater golpes como falsas identidades, QR Codes manipulados e vendedores inexistentes.

Como funciona

O MED continua integrado aos apps dos bancos. Ao identificar movimentação suspeita, o usuário pode contestar via Pix no extrato, reportando a fraude de forma rápida.

Entre as novidades estão o botão de contestação direto no aplicativo, liberado desde outubro de 2025, bloqueios automáticos preventivos e um prazo de até 7 dias para concluir a devolução.

O BC ressalta que o MED é voltado a fraudes e não a erros operacionais ou disputas comerciais. A adoção é obrigatória, com período de transição até maio, quando a fiscalização passa a ocorrer.

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