- Ouro caiu mais de 12%, chegando a mínimas em torno de US$ 4.682 por onça, encerrando o dia em queda de aproximadamente 9,25%.
- Prata teve queda intradiária de até 36%, fechando em torno de US$ 85,26 a onça, após registro de maior baixa intradiária da história.
- A queda generalizada foi desencadeada pela nomeação de Kevin Warsh por Donald Trump para presidir o Fed, fortalecendo o dólar e provocando tomada de lucros nos mercados de commodities.
- A recuperação mensal não impede perdas abruptas: ouro encerrou janeiro com ganho de 12% e prata, 16%, mesmo com o recuo recente.
- Bitcoin recuou para US$ 82 mil, atingindo mínima de nove meses, com analistas discutindo se acompanhará ou seguirá trajetórias diferentes dos metais preciosos.
O pregão de 30 de janeiro trouxe queda histórica para metais preciosos.O ouro caiu mais de 12%, chegando a patamar próximo de 4.7 mil dólares por onça, enquanto a prata recuou até 36% durante o dia, com fechamento em torno de 26% abaixo.
A queda geral foi acelerada pela indicação do presidente Donald Trump de Kevin Warsh para presidir o Federal Reserve, o que fortaleceu o dólar e levou a uma onda de realização de lucros em commodities.
Especialistas destacam fatores técnicos: venda forçada, ajustes de margem e uma gamma squeeze que obrigou corretores a vender contratos futuros conforme os níveis de opções eram rompidos. O índice de força relativa do ouro sinalizou sobrecompra recente.
Empresas mineradoras sofreram perdas expressivas, com grandes nomes registrando quedas expressivas. O cobre também recuou após ter atingido pico histórico, enquanto os ETFs de prata registraram um dos piores dias de sua história.
Bitcoin também ficou sob pressão, recuando até 82 mil dólares após o anúncio de Warsh, com saídas de ETFs à vista aumentando e liquidações próximas de bilhões de dólares neste mês.
O que mudou na percepção de risco
Analistas destacam a conexão entre política monetária e preço de ativos. A nomeação de Warsh é vista por alguns como possibilidade de menor estímulo monetário e maior transparência na condução da política fiscal.
Outra leitura aponta que o ambiente atual pode favorecer caminhos distintos para Bitcoin em relação às commodities, dependendo da evolução da curva de juros e da avaliação de riscos no sistema financeiro.
Avaliadores de mercado ressaltam que o panorama não implica, de imediato, uma reversão completa para os ativos de risco. O mês caminhou para fechamento com ganhos modesto para ouro e prata, enquanto o Bitcoin opera em patamar próximo de suas referências de nove meses.
Especialistas ouvidos pelo setor indicam que o cenário exige monitoramento contínuo de fluxos, liquidez e da resposta do Federal Reserve, que pode influenciar movimentos de moedas, ações e ativos digitais nas próximas semanas.
Entre na conversa da comunidade