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Deputados franceses cobram explicações sobre contrato de tecnologia com ICE

França exige explicações sobre contrato da Capgemini com a ICE para rastrear e expulsar migrantes, diante de reações políticas e apelo por transparência

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Masked ICE agents stand amid teargas in Minneapolis.
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  • Parlamentares franceses exigem explicações após a Capgemini, líder em tecnologia, assinar contrato multimilionário para ajudar a ICE a rastrear e remover migrantes nos EUA, com bônus elevados se houver sucesso.
  • A CGS, subsidiária da Capgemini, fechou acordo com a agência de imigração norte‑americana para serviços de “skip tracing” e verificações de antecedentes, conforme documento citado por observatório de multinacionais; contrato ainda não entrou em vigor.
  • Governo e representantes criticam a transparência do acordo, destacando possível violação de direitos humanos e pedindo esclarecimentos sobre as atividades da empresa no exterior.
  • Sindicato CGT de Capgemini pediu suspensão imediata de toda cooperação com a ICE, argumentando que parcerias assim tornam a empresa cúmplice de violações de direitos humanos.
  • Capgemini afirma que tomou conhecimento recente da natureza do contrato, que está sob recurso, e que não há execução em andamento; Ministério da Economia pediu explicações transparentes e questionou a natureza das atividades.

Capgemini, uma das maiores empresas de tecnologia da França, assinou um contrato multimilionário com a agência de imigração dos EUA para apoiar operações de localização e remoção de migrantes. A notícia envolve a subsidiária CGS, com bônus significativos caso haja sucesso.

O acordo, revelado pelo Observatoire des Multinationales, prevê serviços de “skip tracing” para auxiliar a ICE em investigações e checagens de antecedentes, com possíveis bônus de até 365 milhões de dólares. A assinatura ocorreu em dezembro, mas a empresa afirma que o contrato ainda não está em execução.

A revelação provocou críticas na França, levando ministros e parlamentares a exigir transparência e avaliação de impactos em direitos humanos. A ministra das Forças Armadas, Catherine Vautrin, destacou a necessidade de escrutínio de contratos de grupos nacionais.

Para a oposição, o caso evidencia a atuação de empresas privadas em políticas de fiscalização de migrantes. O ministro da Economia, Roland Lescure, pediu explicações claras e disse que a Capgemini deve esclarecer suas atividades de forma transparente.

Ao longo de 13 contratos ativos com a ICE, a Capgemini tem atuação variada, inclusive na gestão de uma linha direta para vítimas de crimes praticados por estrangeiros. A empresa afirma que só recentemente tomou conhecimento do teor do vínculo com a ICE.

Em nota interna, a direção reconheceu perguntas legítimas sobre o contrato, alegando desconhecer detalhes operacionais dos CGS conforme regulações americanas. A assinatura não está sendo executada enquanto há recurso administrativo.

O governo francês acompanha o desdobramento, com o objetivo de entender impactos em direitos humanos e conformidade ética. A Capgemini informou que permanece aberta a esclarecer o tema e reforçar a transparência sobre suas atividades.

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