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Votorantim vende controle da CBA para Chinalco e Rio Tinto por R$ 4,7 bilhões

Chinalco e Rio Tinto assumem controle da CBA por R$ 4,69 bilhões; participação de 68,6% e OPA para as ações remanescentes

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
A CBA (Companhia Brasileira de Alumínio) pertence ao Grupo Votorantim, da família Ermírio de Moraes, até que a venda do controle para a Chinalco e a Rio Tinto seja aprovada (Foto: Reprodução/CBA)
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  • A Votorantim fechou a venda do controle da CBA (Companhia Brasileira de Alumínio) para a Chinalco e a Rio Tinto, por R$ 4,69 bilhões em dinheiro, conforme fato relevante divulgado na noite de quinta-feira (29).
  • A Chinalco ficará com 68,6% da empresa, dividindo aproximadamente dois terços da joint venture, enquanto a Rio Tinto terá um terço.
  • Após a conclusão da operação, as empresas abrirão uma oferta pública de aquisição (OPA) para as ações remanescentes da CBA.
  • O valor empresarial (enterprise value) da CBA foi estimado em R$ 10,7 bilhões. Cada uma das compradoras pagará R$ 10,50 por ação, com prêmio de cerca de 74% sobre a média dos últimos 90 dias.
  • As ações da Chinalco recuaram até 10,8% em Hong Kong e as da Rio Tinto caíram 3,5% em Sydney; a transação ocorre em um cenário de aquisições no setor de mineração e valorização dos metais.

Votorantim vendeu o controle da CBA (Companhia Brasileira de Alumínio) para a Chinalco e a Rio Tinto por 4,69 bilhões de reais. O anúncio foi feito por meio de fato relevante no fim da noite de quinta-feira.

A operação prevê que a Chinalco e a Rio Tinto detenham 68,6% da CBA, em uma joint venture em que a Chinalco terá cerca de dois terços e a Rio Tinto, um terço. Ao concluir o negócio, será acionada uma oferta pública de aquisição (OPA) obrigatória para as ações remanescentes.

A CBA tinha valor de mercado em torno de 6,75 bilhões de reais no fechamento de quinta. As ações da empresa estavam cotadas a 10,35 reais. Segundo o Brazil Journal, o enterprise value da operação fica em 10,7 bilhões de reais.

Quem pagará 10,50 reais por ação, pelas duas companhias, terá prêmio de cerca de 74% sobre a média dos últimos 90 dias, conforme apurado pelo veículo. Caso o negócio seja aprovado, os controladores poderão fechar o capital da CBA na B3.

A operação ocorreu em um momento de aquisições no setor de mineração, impulsionadas pela demanda de metais. Em resposta, as ações da Chinalco recuaram até 10,8% em Hong Kong na sexta-feira, enquanto a Rio Tinto fechou em queda de 3,5% em Sydney.

Segundo a imprensa, a aquisição pode levar a uma nova configuração da cadeia de suprimentos com foco na bauxita e na alumina na região do Atlântico. A CBA opera três minas de bauxita que, juntas, produzem cerca de 2 milhões de toneladas anuais.

Analistas destacam que a transação reforça o papel de empresas chinesas na matriz de ativos minerais globais. O acordo também integra um movimento mais amplo de consolidar ativos de mineração no cenário mundial.

Detalhes da transação

  • Participação: Chinalco e Rio Tinto detêm 68,6% da CBA após a operação.
  • Valor: 4,69 bilhões de reais pagos em dinheiro pelos compradores.
  • Condição: OPA obrigatória para as ações restantes após a conclusão.
  • Contexto: o negócio ocorre em meio a valorização de metais como cobre, ouro e prata.
  • Reação: quedas iniciais das ações dos compradores em mercados internacionais.

Texto elaborado com base em informações da Bloomberg e do Brazil Journal.

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