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Novo tipo de vinho de Bordeaux ganha status oficial devido à pressão climática

Validação oficial do claret em Bordeaux, resposta ao aquecimento, com vinhos mais leves e frescos para enfrentar queda de consumo

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Person pours the red wine into three glasses – slightly out of focus
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  • Bordeaux valida oficialmente o claret como parte da apelação local, com vinhos da safra de 2025 apresentando perfil mais leve, menos tânico e teor alcoólico menor em relação aos clássicos.
  • A mudança é associada ao aquecimento climático: uvas amadurecem de forma mais rápida e consistente, com uso de variedades resistentes ao calor e preocupação com teores alcoólicos elevados, que já chegam a cerca de 15%.
  • A produção passa a privilegiar maceração mais curta e frescor em vez de potência, buscando vinhos equilibrados e elegantes mesmo em safras quentes.
  • Os hábitos de consumo mudaram: há demanda por vinhos mais leves e frutados; o claret deve ser bebido entre 8 e 12 graus Celsius, sendo mais versátil e fácil de consumir fora de refeições.
  • O mercado enfrenta preços elevados e queda de demanda em alguns mercados; há expectativa de atrair gerações mais jovens com a nova categoria, mantendo os clássicos Bordeaux para estilos mais estruturados.

Bordeaux formalizou oficialmente o claret, vinho tinto tradicional da região, como parte de uma adaptação às mudanças climáticas. A validação acompanha a evolução de consumo e o deslocamento para rótulos mais leves, com o lançamento previsto para a safra de 2025.

O novo registro liga o claret à Denominação de Origem Bordea, mantendo a identidade com a região. Os exemplar, porém, deverão apresentar perfil mais suave: menos taninos e teor alcoólico mais baixo do que os vinhos históricos da área.

A região enfrenta temperaturas mais altas, o que tem alterado a maturação das uvas. Segundo a gestora da associação de produtores de Bordeaux, os viticultores passaram a cultivar variedades mais resistentes ao calor, buscando maturação mais estável.

Entre as mudanças, a prática de macerações mais curtas e um foco na frescor, em vez de potência, aparece como estratégia para vinhos equilibrados mesmo em anos quentes. O objetivo é transformar o desafio climático em oportunidade enológica.

Mercado e consumo também estão em transformação. O calor estimula a busca por estilos mais leves e frutados, observam especialistas, tanto na França quanto no Reino Unido. O claret passa a ser produzido para consumo entre 8 e 12 C.

Para produtores, a nova categoria atende a uma demanda que vem crescendo fora de Bordeaux. O representante de uma associação francesa aponta que os vinhos clássicos continuam presentes, mas com equilíbrio ajustado para contextos de clima mais quente.

Impactos econômicos aparecem em relatos de queda de demanda em mercados-chave e aumento de preços históricos. Empresários do setor destacam que a imagem premium de Bordeaux não se alinha mais aos tempos atuais de consumo mais restrito.

Especialistas destacam que a nova linha deve atrair um público mais jovem, que valoriza vinos leves e prontos para beber. O termo claret, remanescente na memória britânica, pode retornar como rótulo histórico, segundo análises do setor.

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