Em Alta NotíciasAcontecimentos internacionaisFutebolConflitosPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Caso Master: depoentes relatam informações e o que afirma a investigação

Depoentes divergem sobre a origem dos créditos do Master; investigação aponta prejuízo de até R$ cinco bilhões ao BRB e risco de gestão.

Imagem do autor
Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master — Foto: Banco Master
0:00
Carregando...
0:00
  • Depoimentos do caso Master trazem relatos conflitantes sobre a origem e a venda de créditos, com versões divergentes entre investigados e o material da investigação.
  • Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, afirmou não ter gerado prejuízo ao Banco de Brasília (BRB), enquanto o diretor do Banco Central, Ailton de Aquino, aponta prejuízo ao BRB de R$ 5 bilhões.
  • A investigação indica que Vorcaro não pagou a Tirreno, origem dos créditos, antes de vendê-los ao BRB, o que contrasta com a defesa do empresário.
  • Ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, disse não saber das “carteiras podres”; o BC afirmou, por meio de Aquino, que a governança do BRB deveria ter identificado a existência ou não dos créditos.
  • Os investigadores destacam três pontos centrais para definir participação e tamanho da fraude, sinalizando a possibilidade de enquadramento por gestão temerária (de dois a oito anos) em vez de gestão fraudulenta (de três a doze anos).

Três pontos centrais da investigação sobre o caso Master apresentam versões distintas entre investigados e as evidências da apuração. Os depoimentos indicam uma leitura de mercado, ainda que haja contradições em relação à origem dos papéis vendidos pelo Master.

As gravações mostram que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, afirma não ter causado prejuízo ao BRB, segundo os depoimentos. Em contrapartida, Ailton de Aquino, diretor do Banco Central, aponta danos ao BRB estimados em 5 bilhões de reais.

A investigação indica que Vorcaro não pagou a Tirreno pela origem dos créditos antes de repassá-los ao BRB, o que levanta questionamentos sobre a cadeia de aquisição. Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, diz não ter conhecimento das carteiras podres. O BC, pelo depoimento de Aquino, afirma que governança deveria ter identificado a irregularidade.

Pontos centrais para apuração dizem respeito à participação de cada envolvido e ao tamanho da atuação criminosa, com foco na tipificação dos crimes. Investigadores observam que as defesas tentam enquadrar as condutas em gestão temerária, com penas de 2 a 8 anos, para evitar a tipificação de gestão fraudulenta, que prevê 3 a 12 anos e impactos maiores.

As apurações seguem para esclarecer quem efetivamente participou das fraudes e qual foi a dimensão da operação. A condução da investigação busca determinar responsabilidades sem que haja distorção entre versão apresentada e material já existente.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais