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Bolsa sobe com capital estrangeiro, porém risco Master pode abalar confiança

Caso Master pode minar a confiança de investidores estrangeiros, elevando o custo de capital e freando a alta do Ibovespa

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Abalo na credibilidade do mercado brasileiro, gerado pela crise do Master, pode afetar a dinâmica positiva da bolsa (Foto: Imagem criada com Dall-E/Gazeta do Povo)
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  • O Ibovespa atingiu recordes recentes, impulsionado pela entrada de capital estrangeiro, com o índice acima de 181 mil pontos no dia 27 de janeiro.
  • O caso do Banco Master, ligado a gastos do ex-dono e ao rombo no Fundo Garantidor de Créditos, ganhou destaque internacional, com a The Economist citando ligações entre políticos, mercado e Judiciário.
  • Até 23 de janeiro, investidores estrangeiros aportaram cerca de R$ 17,7 bilhões, mais da metade do total externo que entrou na bolsa em 2025, estimado em R$ 25,5 bilhões.
  • Especialistas indicam que o episódio pode elevar a percepção de risco jurídico e regulatório, levando o investidor a exigir maior rentabilidade e governança mais sólida; o cenário pode frear a entrada de capital.
  • O Banco Central atuou para conter danos, com medidas como a liquidação extrajudicial do grupo Master e intervenções em gestoras ligadas, ajudando a sustentar o tom do mercado e a confiança institucional.

A bolsa brasileira viveu uma fase de valorização expressiva desde o fim de 2025, ganhando impulso em janeiro. O Ibovespa atingiu recordes, impulsionado pela entrada de capital estrangeiro no mercado.

Apesar do rali, o caso do Banco Master também aparece como risco para a confiança dos investidores internacionais. A repercussão do episódio já chegou a veículos internacionais e pode alterar o apetite por ativos brasileiros.

A The Economist publicou, em 23 de janeiro, uma avaliação sobre gastos do ex-dono do Master e o rombo no Fundo Garantidor de Créditos. A reportagem cita ligações entre políticas, mercado e Judiciário em Brasília e aponta impactos na reputação de instituições no Brasil.

A matéria relaciona nomes do TCU, STF e o Congresso às possíveis interferências no caso, mencionando ainda o presidente do BC como alguém resistente a pressões. Os impactos são tratados como sinais de incerteza para o investidor estrangeiro.

Especialistas ouvidos pela Gazeta do Povo veem a publicação britânica como alerta. O mercado pode enfrentar sinais contraditórios: fricções institucionais de um lado, ambiente financeiro favorável do outro. Pode haver reversão de fluxos caso a leitura se agrave.

Investidores estrangeiros seguem com cautela, mas aportes continuam ocorrendo. Até 23 de janeiro, entradas externas somaram cerca de 17,7 bilhões de reais, mais da metade do volume externo de 2025. A taxa de retorno passa a exigir mais.

Para especialistas, o Brasil ainda oferece atratividade pela infraestrutura, tamanho de mercado e ativos com preço competitivo. No entanto, incertezas jurídicas elevam a percepção de risco e exigem maior rentabilidade.

O Banco Central atuou para conter danos, com medidas envolvendo o grupo Master e gestoras relacionadas. Profissionais ouvidos destacam que previsibilidade e segurança jurídica são cruciais para o fluxo de capitais.

A disputa por capital entre emergentes aumenta a percepção de risco. Países como México, Índia e Chile disputam recursos, tornando a solidez institucional um fator decisivo para investidores.

Dados de percepção de corrupção indicam distância do Brasil em relação a peers. A avaliação internacional reforça a necessidade de governança sólida para manter o interesse de investidores estrangeiros.

O cenário tende a uma reprecificação gradual, sem fuga abrupta de recursos. A confiança do investidor é apontada como determinante para o ritmo da alta do Ibovespa e para o custo do capital no país.

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