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100 municípios concentram 77% da arrecadação no Brasil, aponta ranking

Os 100 municípios com maior arrecadação concentram 77,6% do total, principalmente no Sudeste e Sul; reforma tributária pode redistribuir receitas a áreas mais populosas

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
São Paulo é o município que mais arrecada no país. — Foto: TV Globo/Reprodução
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  • Os 100 municípios com maior arrecadação concentram 77,6% do total, mas abrigam 36,4% da população brasileira.
  • O estudo do IBPT aponta mais de R$ 1,9 trilhão recolhidos em 2024. São Paulo sozinha recolheu R$ 581,2 bilhões (23,1% do total).
  • Na sequência aparecem Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Osasco entre os maiores arrecadadores.
  • Em arrecadação per capita, Barueri lidera com R$ 110,4 mil por pessoa; São Paulo fica em 12º, com R$ 48.854,61.
  • A reforma tributária pode mudar o ranking, com cobrança no destino beneficiando municípios mais populosos e potencialmente elevando a participação do Norte e Nordeste.

Os 100 municípios com maior arrecadação de tributos no Brasil concentraram 77,6% do total recolhido em 2024, segundo levantamento do IBPT com dados da Receita Federal. Mesmo abrigando 36,4% da população, esses municípios destacam-se pela forte participação no bolo tributário nacional.

O estudo aponta que a arrecadação total nesses 100 municípios ficou acima de 1,9 trilhão de reais. O município que mais recolheu foi São Paulo, com 581,2 bilhões, o equivalente a 23,1% de toda a arrecadação nacional. Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Osasco aparecem logo atrás.

Entre os itens de destaque, o ranking dos 10 maiores arrecadadores em 2024 mostra São Paulo na liderança, seguido por Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Osasco. Em seguida aparecem Curitiba, Barueri, Porto Alegre, Itajaí e Campinas.

Segundo o presidente-executivo do IBPT, a concentração do recolhimento no Sul e no Sudeste decorre da maior presença de atividades industriais e comerciais nessas regiões. Ele encara a dinâmica como reflexo de polos industriais e de serviços concentrados.

Ainda segundo a análise, municípios com polos industriais e comerciais fortes registram arrecadações elevadas, mesmo com população relativamente pequena. Regiões turísticas, por exemplo, não atingem o mesmo patamar de tributos que as áreas industriais.

Entre exemplos de polos apontados estão Jundiaí, Sorocaba, Caxias do Sul, Joinville, Itajaí, Porto Alegre, Curitiba, Osasco, Barueri e Campinas. A concentração não implica apenas tamanho da cidade, mas atividade econômica predominante.

Quanto à arrecadação per capita, Barueri (SP) lidera, com 110,4 mil reais por pessoa. São Paulo ocupa a 12ª posição no ranking per capita, com 48.854,61 reais, ficando atrás de cidades como Itajaí, Osasco e Brasília em esse indicador.

Tendências futuras com a reforma tributária

O IBPT aponta que a reforma tributária tende a alterar o ranking. A mudança de cobrança de origem para destino pode beneficiar municípios com maior população, onde o consumo ocorre. Não ocorre de imediato, mas a expectativa é de mudança gradual na participação regional.

O foco passa a se deslocar para regiões Norte e Nordeste, que teriam mais influência à medida que a cobrança se traduz em consumo. A ideia é ampliar a relevância de municípios de destino no recolhimento de tributos.

Regiões Sudeste e Sul devem seguir dominando a arrecadação, enquanto o Norte e o Nordeste podem ganhar peso com o redesenho tributário. O Norte e o Nordeste compram mais produtos de outras regiões, o que pode se traduzir em mudanças no ranking com a reforma.

Distribuição regional

A região Sudeste aparece com 53 municípios entre os 100. Dentre eles, 36 são de São Paulo, seguidos por 9 de Minas Gerais, 4 do Rio de Janeiro e 4 do Espírito Santo.

Na região Sul, aparecem 26 municípios distribuídos entre Santa Catarina (12), Rio Grande do Sul (7) e Paraná (7). No Nordeste, 12 municípios aparecem e correspondem a estados como Bahia, Pernambuco, Ceará, Maranhão, Alagoas, Sergipe, Paraíba, Rio Grande do Norte e Piauí.

A região Centro-Oeste soma 6 municípios, incluindo o Distrito Federal. Já a Região Norte tem 3 municípios listados, no Amazonas, Pará e Rondônia. Brasília se destaca na região pela concentração de tributos, destacando-se como capital federal.

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