- A Hennes & Mauritz (H&M) registrou lucro operacional de US$ 723,2 milhões no quarto trimestre, acima do esperado, com margem superior a 10%.
- Vendas líquidas ficaram abaixo das projeções, mas a empresa atingiu a meta de margem operacional de mais de 10%.
- O CEO Daniel Ervér aumenta gastos com marketing e promoções para sustentar a recuperação de vendas; as ações abriram em queda, mas renegociaram.
- A empresa planeja investir entre 9 bilhões e 10 bilhões de coroas em 2026, com dividendo de 7,1 coroas por ação, enquanto a Zara é vista como concorrente com cadeia de suprimentos mais ágil.
- A participação da família Persson superou 85% dos direitos de voto, alimentando especulações sobre privatização; analistas aguardam recuperação gradual das margens e do crescimento.
A varejista sueca Hennes & Mauritz (H&M) anunciou lucro operacional de 6,36 bilhões de coroas (US$ 723,2 milhões) no quarto trimestre fiscal encerrado em novembro. O resultado ficou acima das expectativas de 5,5 bilhões de coroas, impulsionado pelo controle de custos e por coleções atualizadas.
As vendas líquidas ficaram abaixo do esperado, mas a empresa confirmou a meta de margem operacional superior a 10% para o período. Mesmo com o resultado positivo, o começo do atual ano fiscal tem sido mais lento, com cautela sobre receita e margens.
Desempenho e avaliação de mercado
Analistas da Jefferies destacam que a orientação de crescimento em moeda constante de 2,3% para o ano ficará sob escrutínio. As ações chegaram a cair 4,3% na abertura em Estocolmo, antes de reverter para leve alta.
Estratégia de marketing e competição
O CEO Daniel Ervér tem aumentado gastos com marketing e promoções para sustentar a recuperação das vendas, tanto em lojas físicas quanto online. As campanhas ajudaram a atrair clientes, compensando parte do impacto de um ambiente econômico desafiador.
Investimentos e dividendos
A H&M planeja investimentos de 9 bilhões a 10 bilhões de coroas em 2026, com foco em lojas e infraestrutura tecnológica. O conselho propõe dividendo de 7,1 coroas por ação, acima das 6,87 estimadas.
Contexto de mercado e controle acionário
O grupo segue enfrentando a concorrência da Zara, que tem cadeia de suprimentos mais ágil. No ano passado, a Persson, acionista fundadora, ampliou sua participação, chegando a controlar mais de 85% dos direitos de voto, alimentando especulações sobre privatização.
Perspectivas e próximos passos
Analistas veem expansão modesta de vendas pela frente, com margens que devem se recuperar lentamente. A gestão precisa demonstrar ganhos consistentes com atualizações de lojas, eficiência da cadeia e novas coleções para sustentar o crescimento.
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