- Maud Bailly, diretora-executiva do Sofitel e de marcas da Accor, diz que a IA não substitui pessoas, mas transforma planejamento de viagens e personalização; o ROI ainda não está claro.
- A Accor tem portfólio de 5.760 hotéis e valor de mercado de 10,8 bi €; o Sofitel opera 119 hotéis, com um terço em reforma e 39 novos no pipeline até 2030, incluindo a inauguração do Sofitel Rio de Janeiro Ipanema no fim de 2026.
- A estratégia envolve sustentabilidade: uso de IA com Winnow Solutions e Orbisk para monitorar desperdício de alimentos, reduzindo entre cinquenta e sessenta por cento o desperdício mensal.
- Bailly cita uso de plataformas como Duve para automação e dados, além de a IA influenciar a forma como hotéis são encontrados e ranqueados; redes sociais e IA devem convergir para aumentar visibilidade das marcas.
- Investimento em IA já mostra retorno em sustentabilidade: custo único de US$ quinze mil em ferramenta de desperdício, com economia de cerca de cinco vezes esse valor; a líder afirma que os ganhos são ainda de nicho e o potencial é grande para escala.
Maud Bailly, CEO do Sofitel, reforça que a inteligência artificial ainda está em estágio inicial, mas já é usada de forma estratégica para reduzir desperdício, melhorar a sustentabilidade e personalizar serviços no setor hoteleiro de luxo. Em entrevista, ela descreve planos de expansão da marca sob a gestão da Accor.
A executiva enfatiza que a IA não substitui o toque humano, mas atua nos bastidores para tornar operações mais eficientes e apoiadas por dados. O objetivo é equilibrar tecnologia com atendimento personalizado, sem perder o caráter premium.
Bailly integra o acervo de liderança da Accor, grupo francês com cerca de 5.760 hotéis globalmente. A companhia vale cerca de 10,8 bilhões de euros, segundo relatório recente, e a executiva aponta impactos diretos da IA no desempenho da rede.
Transformação do Sofitel
O Sofitel opera 119 hotéis no mundo, com um terço em reforma e 39 novos em pipeline até 2030. Entre os objetivos, está a transformação do Sofitel Rio de Janeiro Ipanema no primeiro hotel de referência da marca no Brasil, prevista para o fim de 2026.
Sob a liderança de Bailly, 22 proprietários aderiram à marca Sofitel e dois hotéis nos EUA passaram por reformas completas, no Sofitel New York e no Sofitel Montreal Golden Mile. A estratégia busca reposicionar a marca no mercado de luxo.
IA na prática
A CEO cita ferramentas de IA para sustentabilidade, como Winnow Solutions e Orbisk, usadas para monitorar desperdício de alimentos e reduzir perdas. Em média, a redução fica entre 50% e 60% do desperdício mensal, gerando economia e menor emissão de carbono.
Também houve adoção de sistemas de filtragem de água em hotéis Sofitel, eliminando a necessidade de garrafas plásticas nos quartos. Bailly destaca a certificação ecológica como meta constante da rede.
Tecnologia e operações
No backstage, a IA deve fortalecer governança, engenharia, cozinhas e TI. A plataforma Duve tem sido testada para automatizar dados e permitir que as equipes foquem no relacionamento com hóspedes e em experiências personalizadas.
Bailly aponta que o planejamento de viagens pode mudar com IA, com sugestões de itinerários geradas por plataformas avançadas. O desafio está em manter visibilidade e ranking nas buscas dentro de IA, além dos mecanismos tradicionais.
Futuro do turismo de luxo
A executiva vê a IA integrada a redes sociais como parte central da experiência do viajante. Plataformas como TikTok já influenciam a descoberta de destinos e hotéis, e o desafio é manter disponibilidade de conteúdos relevantes em IA.
Ela imagina uma interação direta entre hóspedes e agentes via IA na plataforma All Accor, permitindo planejar viagens com famílias, orçamento e preferências específicas, elevando a eficiência sem reduzir postos de trabalho.
Retorno sobre investimento
Em termos de retorno, Bailly cita um caso de sustentabilidade: investimento único de US$ 15 mil em ferramenta de IA, com economia de custos estimada em cerca de cinco vezes o valor investido, ao reduzir pedidos de refeição. O impacto ainda é visto como pioneiro, com potencial de escalabilidade.
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