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Royal Mail atrasou entrega de cartas e encomendas de Natal para 16 milhões

Royal Mail entrega cartas e encomendas de Natal com atraso para cerca de 16 milhões de pessoas, 50% a mais que no ano anterior, aponta Citizens Advice

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Christmas cards being posted at a postbox.
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  • A Royal Mail atrasou cartas e pacotes no período de Natal para cerca de 16 milhões de pessoas, segundo a Citizens Advice, 50% a mais do que em 2024.
  • 5,7 milhões dos itens atrasados fizeram com que as pessoas perdessem informações importantes, como consultas médicas, notificações de multas, decisões de benefício e documentos legais.
  • A Ofcom não aplica metas normais de entrega no período movimentado de festas; a Citizens Advice pede fiscalização mais rígida, após a empresa ter sido multada em £ 21 milhões em outubro por não cumprir metas.
  • O grupo IDS (International Distribution Services), controlador da Royal Mail, passou por uma aquisição completada pelo bilionário tcheco Daniel Křetínský; a Ofcom autorizou o fim do envio de correspondência de segunda classe aos sábados e a redução do serviço para dias úteis alternados.
  • O preço dos selos subiu: carta azul (primeira classe) passa a £ 1,70 e a segunda classe custa 87p; a Citizens Advice informou que 36% dos pesquisados enviaram menos cartas de Natal por causa do custo.

A Royal Mail enfrentou críticas por desempenho considerado inaceitável durante o período de Natal. Aproximadamente 16 milhões de pessoas tiveram cartas e encomendas entregues com atraso, segundo estudo da Citizens Advice. A entidade aponta queda em um dos períodos mais sensíveis do ano.

A sondagem, realizada com quase 2.100 adultos pela Yonder, revela que 5,7 milhões desses atrasos impediram recebimentos importantes, como consultas médicas, notificações de multas e decisões de benefícios. O diagnóstico é de atraso generalizado.

Ao longo da pesquisa, a organização destaca que o problema envolve muito mais do que cartões atrasados. Há preocupação com cortes nos dias de entrega e com a atuação regulatória que deveria coibir falhas repetidas.

Contexto regulatório e financeiro

Ofcom não aplica metas normais de entrega no período festivo, o que agrava a avaliação de desempenho. Em resposta, a Royal Mail afirma que, mesmo com picos de volume, mais de 99% dos itens enviados nas datas recomendadas chegou a tempo.

A Royal Mail ressaltou que o período é o mais movimentado do ano, com volumes que chegam a dobrar. A empresa agradeceu aos times que atuaram para manter entregas durante as festas.

Mudanças estruturais e impactos

Este é o primeiro Natal desde a compra do grupo IDS, em que Daniel Křetínský assume controle. Em julho, a Ofcom autorizou reduzir a entrega de correspondências de segunda classe aos sábados.

O preço dos selos também subiu, com o valor de carta azul passando de valores anteriores para 1,70 libra. O carimbo de segunda classe está em 0,87 libra, elevando o custo para os consumidores.

De acordo com a Citizens Advice, mais de um terço dos entrevistados afirmou ter enviado menos cartas de Natal neste ano por causa dos preços. A entidade cobra que futuras altas de tarifas estejam condicionadas ao cumprimento de metas.

Perspectivas futuras

A agência reguladora impôs uma multa de 21 milhões de libras à Royal Mail por não cumprir metas anuais. Analistas indicam que a empresa precisa melhorar a eficiência para evitar prejuízos maiores.

Em queda de longo prazo, o volume de correspondência caiu de 20 bilhões para cerca de 6,7 bilhões de itens por ano, enquanto o número de endereços atendeu aumentou. O movimento ocorre em meio a mudanças de serviço e de estratégia.

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