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Dívida pública federal avança 18%, maior alta desde 2015

Dívida pública federal avança 18% em 2025, maior desde 2015, para R$ 8,635 trilhões, impulsionada por juros elevados e Selic em 15%

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Dívida pública federal cresce 18%, mais do que na pandemia, e registra maior alta desde 2015
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  • A dívida pública federal encerrou 2025 em R$ 8,635 trilhões, alta de 18% no ano, a maior desde 2015.
  • Em dezembro de 2024, a dívida estava em R$ 7,316 trilhões, com salto de mais de R$ 1,3 trilhão em 2025.
  • Tesouro Nacional diz que o crescimento foi impulsionado pela apropriação de juros, refletindo o patamar da taxa Selic.
  • Quase metade da dívida está atrelada à Selic; outros 26% acompanham o IPCA (inflação).
  • O Plano Anual de Financiamento de 2016 aponta limite máximo de R$ 10,3 trilhões e mínimo de R$ 9,7 trilhões, com possível crescimento de até cerca de 19% em 2026.

A dívida pública federal encerrou 2025 em R$ 8,635 trilhões, alta de 18% frente a 2024. O salto ficou acima do registrado em 2020, ano da pandemia, quando a variação foi de 17,9%. Em dezembro de 2024, o estoque era de R$ 7,316 trilhões.

O Tesouro Nacional aponta que o crescimento foi puxado pela apropriação de juros, refletindo o patamar da taxa Selic. A Selic fechou o ano em 15%, elevando o custo da dívida financiada por juros.

Quase metade da dívida está atrelada à Selic, enquanto 26% acompanham o IPCA, ou seja, a inflação. O relatório destaca que não se trata apenas de gastos primários, mas do impacto dos juros no endividamento.

Fatores por trás do aumento

O relatório do Tesouro explica que o aumento do endividamento está ligado ao regime de juros vigente e ao peso relativo de juros na composição da dívida. A alta da taxa básica intensifica esse efeito.

Além disso, o Tesouro ressalta que o saldo de longo prazo da dívida também é influenciado pela dinâmica de mercado e pela rolagem de títulos públicos.

Previsão para 2026

O Plano Anual de Financiamento aponta limites para a dívida: máximo de R$ 10,3 trilhões e mínimo de R$ 9,7 trilhões. Com isso, pode haver alta de até cerca de 19% em 2026.

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