- A dívida pública federal encerrou 2025 em R$ 8,635 trilhões, alta de 18% no ano, a maior desde 2015.
- Em dezembro de 2024, a dívida estava em R$ 7,316 trilhões, com salto de mais de R$ 1,3 trilhão em 2025.
- Tesouro Nacional diz que o crescimento foi impulsionado pela apropriação de juros, refletindo o patamar da taxa Selic.
- Quase metade da dívida está atrelada à Selic; outros 26% acompanham o IPCA (inflação).
- O Plano Anual de Financiamento de 2016 aponta limite máximo de R$ 10,3 trilhões e mínimo de R$ 9,7 trilhões, com possível crescimento de até cerca de 19% em 2026.
A dívida pública federal encerrou 2025 em R$ 8,635 trilhões, alta de 18% frente a 2024. O salto ficou acima do registrado em 2020, ano da pandemia, quando a variação foi de 17,9%. Em dezembro de 2024, o estoque era de R$ 7,316 trilhões.
O Tesouro Nacional aponta que o crescimento foi puxado pela apropriação de juros, refletindo o patamar da taxa Selic. A Selic fechou o ano em 15%, elevando o custo da dívida financiada por juros.
Quase metade da dívida está atrelada à Selic, enquanto 26% acompanham o IPCA, ou seja, a inflação. O relatório destaca que não se trata apenas de gastos primários, mas do impacto dos juros no endividamento.
Fatores por trás do aumento
O relatório do Tesouro explica que o aumento do endividamento está ligado ao regime de juros vigente e ao peso relativo de juros na composição da dívida. A alta da taxa básica intensifica esse efeito.
Além disso, o Tesouro ressalta que o saldo de longo prazo da dívida também é influenciado pela dinâmica de mercado e pela rolagem de títulos públicos.
Previsão para 2026
O Plano Anual de Financiamento aponta limites para a dívida: máximo de R$ 10,3 trilhões e mínimo de R$ 9,7 trilhões. Com isso, pode haver alta de até cerca de 19% em 2026.
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