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Queda da Selic e crédito amplo devem marcar novo ciclo do mercado imobiliário

Queda da Selic e crédito mais farto sustentam novo ciclo imobiliário em 2026, com FGTS ampliado e expansão de fundos imobiliários

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
O ano de 2026 será marcado por um reforço estrutural no funding imobiliário, segundo especialistas
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  • A expectativa é de queda da Selic entre dois e três pontos percentuais, com crédito habitacional mais disponível em 2026.
  • O FGTS deve crescer para financiar moradia: orçamento passa de R$ 127 bilhões para R$ 144 bilhões em 2026, com avanços no SFH.
  • Minha Casa Minha Vida representa cerca de 65% da produção imobiliária em São Paulo, indicando concentração da demanda na base da pirâmide.
  • Os segmentos de renda média e alta ficam mais expostos ao ambiente macroeconômico, enquanto baixa renda recebe apoio de programas habitacionais e crédito mais acessível.
  • A reforma tributária, com CBS e IBS, começa a impactar os fundos imobiliários; espera-se continuidade da redução de vacância nos setores logístico e corporativo e maior atividade de locação no início de 2026.

Depois de um ciclo de juros elevados e demanda restrita, o mercado imobiliário brasileiro se aproxima de 2026 com um conjunto de sinais mais positivos. A pauta central é a queda prevista da Selic, aliada ao aumento do crédito e ao fortalecimento do Minha Casa Minha Vida, que devem sustentar o setor mesmo diante do calendário eleitoral.

A expectativa é de redução da Selic entre 2 e 3 pontos percentuais, ampliando a disponibilidade de crédito para aquisição de imóveis. Com isso, o financiamento tende a ficar mais barato, sobretudo para a classe média, que hoje representa o principal eixo de demanda.

Parágrafo contextual: o movimento ocorre em um mercado que ganhou liquidez e velocidade de venda, impulsionado por tíquetes menores e crédito mais acessível. A participação do programa habitacional na produção de imóveis tem ganhado peso, especialmente em grandes centros.

Participantes e impactos

Luiz França, presidente da Abrainc, afirma que cada 1% de queda da Selic pode abrir acesso ao crédito para cerca de 160 mil famílias. A declaração reflete a percepção de que o crédito volta a ocupar papel central no ciclo de 2026.

Ely Wertheim, presidente executivo do Secovi-SP, destaca que o cenário é mais favorável, desde que haja clareza sobre propostas habitacionais no campo político. A opinião ressalta a importância de políticas estáveis para o setor.

A concentração da demanda na base da pirâmide segue. Em São Paulo, o Minha Casa Minha Vida responde hoje por cerca de 65% da produção, frente a 45% em 2023. Segmentos de renda média e alta enfrentam maior sensibilidade ao custo financeiro.

Captação de recursos e FIIs

O FGTS, destinado ao financiamento habitacional, passa de 127 bilhões para 144 bilhões em 2026. A medida fortalece o financiamento de imóveis, ao lado da manutenção de recursos de fundos sociais do pré-sal e de mudanças no SFH.

Renato de Sousa Correia, presidente da CBIC, aponta que esse conjunto de medidas, aliado à projeção de Selic em torno de 12% ao fim de 2026, tende a fortalecer o setor. A segurança jurídica também é destacada como fator de continuidade dos investimentos.

Marcos Freitas, da AZ Quest Panorama, explica que a redução gradual da vacância deve favorecer fundos imobiliários de tijolo e o mercado de locação, especialmente nos segmentos logístico e corporativo, em 2026.

Perspectivas e incertezas

A reforma tributária, com CBS e IBS, é citada como efeito incipiente em 2026, mas com potencial de ampliação de benefícios para fundos imobiliários nos anos seguintes. O ritmo de recuperação depende ainda de fatores macro e eleitorais, que exigem cautela.

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