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Quem é quem no caso Banco Master e o papel de cada instituição

Banco Central liquida extrajudicialmente o Banco Master; PF investiga fraudes, irregularidades contábeis e possíveis prejuízos a bancos públicos

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Caso Master: Banco Central identifica indícios de crimes em negociações com fundos da Reag
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  • Em novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master; o Fundo Garantidor de Créditos foi acionado para ressarcir investidores, e a PF investiga irregularidades em operações ligadas ao Master, incluindo relações com BRB e a gestora Reag.
  • Daniel Vorcaro, controlador do Master, é o foco das investigações por decisões que teriam elevado o risco da instituição, com emissão de CDBs de taxas altas e operações sob escrutínio; ele afirma não ter causado prejuízo ao BRB.
  • O BRB chegou a negociar a compra do Master, mas o BC vetou a operação por inviabilidade econômico-financeira; a PF apura se houve aquisição de carteiras de crédito problemáticas do Master pelo BRB.
  • No processo, a PF coleta depoimentos, faz acareações e investiga possíveis fraudes, falsidade documental e prejuízos ao sistema financeiro; o STF centralizou decisões e autorizou acareações.
  • O BC é o órgão regulador que supervisionou o Master, com avaliações sobre governança, riscos e propostas técnicas para preservação da instituição; o TCU acompanha a atuação do BC e houve autorização de inspeção pelo presidente Vital do Rêgo Filho.

O Banco Central decretou, em novembro de 2025, a liquidação extrajudicial do Banco Master após concluir que a instituição não havia condições de honrar seus compromissos. A decisão ocorreu após avaliação de caixa, captação cara, ativos de baixa liquidez e indícios de irregularidades contábeis. O FGC foi acionado para ressarcir investidores dentro do limite legal.

A PF investiga irregularidades em operações do Master, incluindo possíveis fraudes contra o sistema financeiro e falsidade documental. A apuração envolve o Tribunal de Contas da União e o STF, com foco em responsabilidade de gestores, impactos em um banco público e falhas de governança.

O caso envolve várias instituições e pessoas-chave, cujas ações estão sob análise, com o objetivo de esclarecer responsabilidades e eventuais prejuízos. A coordenação entre órgãos reforça o caráter multifacetado da apuração.

Banco Master

O Banco Master fica no centro do caso. A liquidação extrajudicial interrompe suas atividades, afasta a diretoria e aciona o FGC para ressarcimento. As investigações concentram-se em operações com o BRB e em transações envolvendo a gestora Reag.

Entre as questões em avaliação estão práticas como inflar ativos ou registrar valores incompatíveis com a realidade, situações que configuram irregularidades graves no sistema financeiro.

Daniel Vorcaro, controlador do Master desde 2019, é figura central. A apuração aponta decisões de emissão de CDBs com altas taxas e operações de alto risco que contribuíram para o desequilíbrio financeiro. Vorcaro nega prejuízos ao BRB em depoimento.

Reag

A Reag é gestora de recursos citada pelo BC em informações encaminhadas ao Ministério Público. Segundo o BC, fundos administrados pela Reag teriam sido usados para simular aportes de capital no Master, com ativos de baixa liquidez e sobrevalorização de valores.

A Reag afirmou que não há documentos oficiais que comprovem ligação com o PCC e disse colaborar com as autoridades. A empresa também se colocou à disposição para esclarecimentos.

BRB

O BRB, banco público do DF, esteve envolvido na negociação de compra de participação relevante no Master. A operação foi apresentada como solução para evitar a quebra, mas o BC vetou a venda por não ver viabilidade econômico-financeira.

A PF investiga se o BRB adquiriu carteiras de crédito problemáticas do Master, buscando entender falhas de análise, aprovação e governança. O foco é responsabilidade institucional.

Paulo Henrique Costa

Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, é investigado pela atuação nas tratativas com o Master. Ele foi afastado do comando do BRB após o avanço das apurações. Em depoimento ao STF, afirmou que parte dos valores pagos ao Master não teria sido recuperada.

A PF continua avaliando se houve responsabilização criminal ou administrativa pelas respectivas transações.

Banco Central (BC)

O BC supervisionou o Master, acompanhou sua situação financeira e decretou a liquidação extrajudicial. Alertas incluíram captação agressiva com CDBs acima do mercado e exposição a ativos ilíquidos.

Relatórios e notas de fato foram encaminhados a órgãos como TCU e MPF, apontando suspeitas de irregularidades e falhas de gestão de riscos.

Ailton de Aquino Santos

Ailton de Aquino Santos, diretor de Fiscalização do BC, participou da análise de alternativas técnicas para preservar o Master, como aportes de capital e mudança de controle. Não é investigado, mas forneceu esclarecimentos à PF.

Arielou o funcionamento das decisões internas do BC, conforme depoimento técnico.

Renato Gomes

Renato Gomes, diretor de Organização do Sistema Financeiro, lidera a área que vetou a venda do Master ao BRB por falta de viabilidade. A decisão final de liquidar o banco foi tomada pela diretoria colegiada, de modo unânime.

Polícia Federal

A PF conduz a investigação criminal, com foco em fraude, falsidade documental e prejuízos a instituições públicas. Há acareações entre Vorcaro e Costa para esclarecer divergências de versões.

A delegada Janaína Palazzo coordena os trabalhos, com acompanhamento do STF e do Ministério Público.

STF

O STF centraliza decisões judiciais relevantes no caso Master. O ministro Dias Toffoli autorizou acareações, manteve sigilo em partes do processo e destacou a urgência de avaliar impactos no sistema financeiro.

Alexandre de Moraes figureix no caso surgindo de representação, mas a PGR concluiu pela inexistência de indícios de crime e arquivou o pedido, mantendo Moraes sem investigação.

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