- As estatais federais acumularam déficit de R$ 6,3 bilhões de janeiro a novembro deste ano, segundo dados do Banco Central.
- O rombo é récorde para o período e foi calculado desde 2009, quando a métrica passou a excluir Petrobras e Eletrobras.
- O governo afirma que parte do aumento do déficit se deve ao crescimento dos investimentos realizados pelas estatais.
- Mesmo com esse contexto, o desempenho foi prejudicado por componentes como os Correios, já em crise.
- No acumulado até novembro do ano anterior, o déficit foi de R$ 6,0 bilhões; em 2023, ficou em R$ 343 milhões, enquanto 2022 e 2021 tiveram saldos superavitários de R$ 4,5 bilhões e R$ 3,2 bilhões, respectivamente.
Os cálculos do Banco Central indicam que as estatais federais acumularam um déficit de 6,3 bilhões de reais de janeiro a novembro deste ano, número recorde para o período. A divulgação ocorreu nesta terça-feira 30.
A mudança ocorrida em 2009 na metodologia de cálculo retirou grandes empresas como Petrobras e Eletrobras do índice, por possuírem regras diferenciadas e funcionarem como empresas privadas de capital aberto.
Segundo o governo, o aumento do déficit está parcialmente ligado ao crescimento dos investimentos realizados pelas estatais federais. Em separado, episódios de crise envolvendo outras entidades, como os Correios, contribuíram para piorar o saldo.
Historicamente, a base de comparação mostra que, no acumulado até novembro do ano passado, o déficit foi de 6 bilhões de reais. Em 2023, o saldo negativo ficou em 343 milhões de reais.
Nos dois anos anteriores, 2022 e 2021, as estatais registraram desempenho superavitário, com saldos de 4,5 bilhões e 3,2 bilhões de reais, respectivamente. A leitura atual ainda depende de atualização de dados oficiais.
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