- Depoimento do diretor do Banco Central, Ailton de Aquino, nesta terça-feira complicou a situação dos banqueiros Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa, do BRB.
- Ambos são investigados por fraudes bilionárias envolvendo uma carteira de crédito falsa ligada à venda do Master ao BRB; o BC identificou o problema e decretou a liquidação do banco privado.
- Fontes do inquérito afirmam que a participação de Aquino foi extremamente valiosa, deixando Vorcaro e Costa em “maus lençóis”; apenas os banqueiros seguiram para a acareação, enquanto o diretor foi dispensado.
- O STF descreveu a fala de Aquino como útil, precisa, didática e detalhada, em contraste com os depoimentos de Vorcaro e Costa, considerados erráticos e contraditórios.
- A acareação durou cerca de quarenta minutos; Vorcaro e Costa falaram por aproximadamente duas horas e meia cada, e o juiz auxiliar de Dias Toffoli liberou Aquino, com participação da delegada Janaína Palazzo e acompanhamento da PGR.
O diretor do BC Ailton de Aquino prestou depoimento nesta terça-feira no STF sobre a venda do Banco Master ao BRB. A apuração aponta formação de uma carteira de crédito falsa e levou à liquidação do banco privado. Vorcaro e Costa são investigados por suposta fraude bilionária.
Fontes do inquérito avaliam que o relato de Aquino é crucial, deixando Vorcaro e Paulo Henrique Costa em posição fragilizada. Segundo informações, apenas os dois banqueiros seguiram para a acareação, enquanto o diretor do BC foi liberado.
O depoimento de Aquino foi descrito como útil e detalhado por interlocutores do STF, ao passo que as declarações de Vorcaro e Rocha foram classificadas como erráticas. Cada banqueiro permaneceu cerca de duas horas e meia noitiva, enquanto o diretor falou por 1h20.
Acareação entre as partes
Em acordo entre o magistrado e a delegada que conduziu as oitivas, a acareação teve duração de aproximadamente 40 minutos. Vorcaro e Rocha foram questionados sobre a atuação do BC na liquidação, incluindo o intervalo entre indícios de fraude e o processo de liquidação.
Um parecer da PGR acompanhou as diligências, com sugestões de perguntas do gabinete do ministro Dias Toffoli e questionamentos elaborados pela delegada Janaína Palazzo. O objetivo foi esclarecer pontos-chave sobre o tempo e as ações do BC no caso.
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