- O setor público registrou déficit primário de R$ 14,420 bilhões em novembro, acima das expectativas do mercado para o mês.
- O resultado é pior que o de outubro, quando o déficit ficou em R$ 4,4 bilhões.
- No acumulado do ano, o déficit primário soma R$ 144,2 bilhões, equivalentes a 2,2% do Produto Interno Bruto (PIB).
- As causas apontadas incluem aumento das despesas, principalmente com juros e benefícios sociais, além de arrecadação menor do que o esperado.
- O governo afirma compromisso com a responsabilidade fiscal e a continuidade de reformas para a estabilidade macroeconômica.
O setor público registrou déficit primário de R$ 14,420 bilhões em novembro, conforme dados do Banco Central. O resultado ficou abaixo das expectativas do mercado para o mês e é a piora em relação a outubro, quando o déficit foi de R$ 4,4 bilhões. O acumulado do ano alcança R$ 144,2 bilhões, equivalente a 2,2% do PIB.
Segundo o BC, o mês apresentou elevação das despesas, principalmente com juros e benefícios sociais, além de arrecadação abaixo do esperado. O déficit primário representa receitas menos despesas do setor público, excluindo gastos com juros da dívida.
Destaques e contexto
O governo tem reiterado o compromisso com a responsabilidade fiscal e a continuidade de reformas para ajustar as contas públicas. O Banco Central reforçou a necessidade de manter o ritmo de reformas para assegurar estabilidade macroeconômica. Parlamentares e especialistas opinam sobre o desenho fiscal e o ritmo de ajuste.
Atores envolvidos
O Ministério da Economia e o Banco Central são os agentes responsáveis pela divulgação dos números e pela estratégia de ajuste fiscal. O ministro Paulo Guedes ressaltou o objetivo de sustentar políticas fiscais responsáveis e a sustentabilidade das contas públicas diante do resultado de novembro.
Perspectivas
Analistas lembram que a trajetória do déficit primário depende de ajustes estruturais, recuperação da arrecadação e controle de gastos. A política de juros, o câmbio e o cenário macroeconômico influenciam o ritmo de redução do déficit ao longo do tempo.
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