- O orçamento de 2026 dos Correios prevê despesas correntes de R$ 29 bilhões (alta de 21%) e receitas de R$ 17,7 bilhões, indicando dificuldade financeira.
- Empréstimo de R$ 12 bilhões foi contratado com consórcio de bancos; já foram liberados R$ 10 bilhões, com carência de três anos e garantia da União; juros fixos em 115% do CDI.
- Plano de reestruturação inclui PDV, corte de até 15 mil vagas e venda de imóveis, com fechamento de cerca de mil agências; argumento é reduzir custos em R$ 2,1 bilhões.
- A estatal busca voltar ao lucro em 2027, projetando receitas de R$ 21 bilhões para aquele ano; sem ajustes, pode haver prejuízo de até R$ 23 bilhões em 2026.
- A participação da empresa no mercado de encomendas caiu de 51% em 2019 para 22% em 2025, e há planos de investir R$ 4,4 bilhões entre 2027 e 2030 com recursos do Novo Banco de Desenvolvimento dos BRICS.
Nesta semana, os Correios anunciaram a obtenção de um empréstimo de 12 bilhões, dos quais 10 bilhões já foram contratados, com garantia da União e carência de 3 anos. A operação visa conter déficits e viabilizar o retorno ao lucro em 2027. O empréstimo é firmado por um consórcio de bancos.
O orçamento de 2026 aponta aumento de despesas correntes e recuo de receitas, em meio a um plano de reestruturação que envolve PDV, venda de ativos e fechamento de mil agências. A projeção mostra despesas em crescimento e receita queda, para planejar ajustes estruturais.
Empréstimo e condições
O consórcio reúne Banco do Brasil, Caixa e Bradesco com R$ 3 bilhões cada, e Itaú e Santander com R$ 1,5 bilhão cada. A taxa ficou em 115% do CDI, com carência de três anos, iniciando pagamentos em dezembro de 2029.
A União garante o crédito, autorizado pelo Tesouro Nacional. Os termos permitem possível novo aporte de até 8 bilhões, ainda em avaliação, conforme declaração do presidente dos Correios, Emmanoel Rondon.
Plano de reestruturação e metas
O plano prevê reduzir custos com pessoal em até 2,1 bilhões, vender imóveis não operacionais e fechar mil unidades de atendimento. Um PDV pode cortar até 15 mil empregos em dois anos, representando 18% da folha.
Rondon afirmou que sem ajustes a estatal pode registrar prejuízo de até 23 bilhões em 2026. A meta é equilibrar as contas em 2026 e lucrar a partir de 2027, com novas estratégias de receita até 2027.
Desempenho financeiro e cenário
Em 2025, as despesas devem ficar em torno de 29 bilhões, ante 24 bilhões em 2025. Receitas correntes previstas são de 17,7 bilhões para 2026, bem abaixo de 2025. O orçamento também prevê redução de gastos com pessoal e reformas na saúde.
No primeiro semestre de 2025, houve prejuízo de 4,3 bilhões, sinalizando o desafio de recuperação. As mudanças visam enfrentar a queda de participação de mercado frente a concorrentes e mudanças regulatórias.
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