- Depoimentos de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, apresentaram informações contraditórias à Polícia Federal.
- O diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino Santos, também será ouvido; ele é o único entre os três que não é investigado.
- Pode haver acareação entre Vorcaro, Costa e Santos, caso as divergências se confirmem; Toffoli inicialmente autorizou sem oitiva prévia, mas recuou.
- A PF ficará responsável por decidir sobre o confronto de versões dos depoentes, ligado à tentativa de venda do Banco Master ao BRB.
- O caso envolve a liquidação extrajudicial do Banco Master (anunciada em nov./nov), venda vetada pelo BC em set., e investigações do Tribunal de Contas da União.
O Caso Master ganhou novo desdobramento após depoimentos contraditórios de envolvidos na tentativa de venda do Banco Master ao BRB. Daniel Vorcaro, dono do banco, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, apresentaram versões conflitantes à Polícia Federal. Os depoimentos ocorreram nesta semana.
Ainda segundo apuração, o depoimento de Vorcaro ocorreu na tarde de terça-feira, com duração de quase três horas. Em seguida, Costa foi ouvido, encerrando pouco antes das 20h. O diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino Santos, deverá ser ouvido em seguida.
Divergências entre depoentes
Caso haja confirmação das diferenças, poderá haver acareação entre Vorcaro, Costa e Santos, conforme decisão da delegada Janaína Palazzo. O STF havia determinado, inicialmente, que a acareação fosse realizada sem oitiva prévia, mas o ministro Dias Toffoli recuou.
A acareação fica sob coordenação da PF, que apura as versões conflitantes. Os depoimentos se relacionam à tentativa de venda do Banco Master ao BRB, anunciada em março e vetada pelo BC em setembro. O cenário envolve ainda o BC e o TCU.
Contexto do andamento do caso
Vorcaro chegou a ficar preso preventivamente entre 17 e 29 de novembro, sendo solto com tornozeleira eletrônica e com o passaporte apreendido. Em 18 de novembro, o BC decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master por suspeitas de operações fraudulentas que somam cerca de 12 bilhões de reais.
O caso é também objeto de investigação pelo Tribunal de Contas da União (TCU). As apurações envolvem suspeitas de irregularidades no processo de venda e operações financeiras associadas. A PF mantém a linha de apurar os fatos com base em documentos e depoimentos colhidos.
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